O Vaticano lançou ontem, 30 de março, um novo documento sobre a água, ‘Aqua fons vitae’ (água, fonte de vida), no qual desafia as paróquias de todo o mundo a abandonar o uso de garrafas de plástico e a investir em sistemas amigos do ambiente.

A proposta é lançada pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé), um organismo criado no pontificado do Papa Francisco, no final do mês em que foi celebrado o Dia Mundial da Água (22 de março).

Segundo o Vaticano, é urgente “abandonar ao máximo o uso de garrafas plásticas descartáveis e contribuir para a separação de resíduos”.

As orientações sobre a ‘Água, símbolo do grito dos pobres e do grito da terra’ estão disponíveis online, atualmente apenas em língua inglesa.

“Em todas as paróquias, mosteiros, escolas, cantinas, oratórios e centros de saúde, a Igreja deve garantir o acesso à água potável e ao saneamento com sistemas que sejam amigos do ambiente, eficientes e compatíveis com as necessidades específicas dos utilizadores”, pode ler-se.

O texto, que reúne várias das indicações dos últimos Papas, sobre a gestão de recursos hídricos, recorda o impacto do desperdício de alimentos – que equivale ao desperdício da água que foi necessária para a sua produção.

Outra das propostas é informar os cidadãos sobre “o direito humano à água potável”.

O documento apresenta três partes: a água para o uso humano; a água como recurso utilizado em muitas atividades humanas, em particular a agricultura e a indústria; a água como superfície, ou seja, lençóis freáticos, lagos, rios e oceanos.

O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral anunciou ainda que está a definir uma estratégia global, com a definição de planos comuns e recolha de fundos, para as estruturas de saúde da Igreja Católica, lembrando que muitas delas, em países pobres, não têm “um acesso adequado à água para as necessidades mais básicas de limpeza e higiene”.

“Partos, intervenções cirúrgicas, infeções, epidemias: nada disto pode ser gerido de modo seguro sem água e a situação é particularmente alarmante nestas semanas, devido à pandemia de Covid-19”, indica o organismo da Santa Sé.

 

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