"As mãos levantadas"

 

LEITURAS:

1ª: Ex 17,8-13. Salmo 121/120,1-8 R/ O nosso auxílio vem do Senhor, que fez o céu e a terra. 2ª: 2 Tm 3,14–4,2. Evº: Lc 18,1-8. I Semana do Saltério.

 

UMA IDEIA

A Palavra deste domingo, Dia Mundial das Missões, remete para a necessidade da oração, sincera e verdadeira. Lembra a importância de ter um coração confiante diante de Deus, que «defende de todo o mal» (salmo), que é fonte de todo o bem. E também remete para a necessidade da fé (2ª e evangelho): sem ela, a oração é oca, não passa de um negócio com Deus. Estes alertas conjugam-se com os gestos e atitudes referidos nos vários textos bíblicos: «as mãos levantadas» de Moisés (1ª); os olhos erguidos do crente para reconhecer que Deus vem em seu auxílio (salmo); o desafio a proclamar a palavra, a insistir «a propósito e fora de propósito... com toda a paciência e doutrina» (2ª); o convite a «orar sempre sem desanimar» (evangelho). Na complementaridade destes gestos e atitudes, compreende-se a nossa missão.

 

UM SENTIMENTO

«As mãos levantadas» (1ª) são garantia de vitória. Através de uma descrição visual e simbólica, percebemos a importância de nunca deixar de invocar o auxílio divino. «As mãos levantadas» são expressão do convite a «orar sempre sem desanimar» (evangelho). O papa Francisco exorta a um «espírito orante», a não se deixar asfixiar «na imanência fechada deste mundo», mas a suspirar por Deus. «São João da Cruz recomendava que se procurasse ‘andar sempre na presença de Deus, seja ela real, imaginada ou unitiva, conforme o permitam as obras que estamos a realizar’. No fundo, é o desejo de Deus, que não pode deixar de se manifestar dalguma maneira no meio da nossa vida diária» (GE 147-148).

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