O Papa anunciou ontem no Vaticano a criação, como cardeal, do frade capuchinho Frei Fridolin Ambongo Besungu, arcebispo de Kinshasa, República Democrática do Congo, de 59 anos.

O consistório para a criação de 13 novos cardeais (10 eleitores) está marcado para 5 de outubro, no Vaticano.

“No próximo dia 5 de outubro vou presidir a a um Consistório para a nomeação de 10 novos cardeais, cuja proveniência exprime a vocação missionária da Igreja que continua a anunciar o amor misericordioso de Deus a todos os homens da terra”, disse Francisco.

O arcebispo congolês torna-se o segundo cardeal capuchinho a fazer parte do atual colégio cardinalício, depois do arcebispo de Boston, Sean Patrick O'Malley.

Foi anunciado também o nome de D. José Tolentino Mendonça, que será o sexto cardeal português do século XXI. Bibliotecário e arquivista da Santa Sé foi também escolhido pelo Papa como membro do Colégio Cardinalício

“Rezemos pelos novos cardeais, para que, confirmando a sua adesão a Cristo, me ajudem no meu ministério de bispo de Roma, para o bem de todo o santo povo fiel de Deus”, apelou o Papa.

 

Quem é o Frei Fridolin Ambongo Besungu

Dom Ambongo nasceu em 24 de janeiro de 1960 em Boto, na diocese de Molegbe, província de North Ubangi, na região noroeste de seu país, a República Democrática do Congo.

Após estudar Filosofia no Seminário Bwamanda e Teologia no Instituto Santo Eugene de Mazenod em Kinshasa, ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFM). Ele fez seus primeiros votos em 1981 e seus votos perpétuos em 1987.

Em 14 de agosto de 1988, foi ordenado sacerdote. O bispo Ambongo iniciou então seus estudos de doutorado em Teologia Moral na Academia Afonsiana de Roma. Ele ensinou teologia moral na Universidade Católica do Congo, depois nas Escolas Católicas do Congo e no Seminário Santos Pedro e Paulo de Lisala.

Em 2004, foi nomeado bispo de Bokungu-Ikela, província do Equador, e foi consagrado bispo em 6 de março de 2005. Uma experiência pastoral que não foi nada fácil para ele. Uma diocese sem litoral, ele nos dirá um dia. Ele também foi chamado de "o bispo em uma motocicleta", dadas as difíceis condições de transporte que o obrigaram a usar veículos de duas rodas para suas visitas pastorais.

Antes de se tornar bispo, foi presidente da Conferencia dos Capuchinhos da África Ocidental (CONCAO), à qual os Capuchinhos de Cabo Verde fazem parte e Presidente Nacional da Assembleia dos Superiores Maiores (Asuma) do seu país, para além de ser superior dos Capuchinhos congoleses.

Em 2008, o papa Bento XVI o nomeou administrador apostólico de Kole, uma diocese localizada no centro do país. Ao mesmo tempo, ele é presidente da Comissão Episcopal 'Justiça e Paz' e da Comissão Episcopal de Recursos Naturais. Em 6 de março de 2016, o Papa Francisco o nomeou administrador apostólico de Mbandaka-Bikoro, antes de nomeá-lo, em 12 de novembro de 2016, arcebispo da mesma arquidiocese.

Em junho de 2017, ele foi eleito por seus irmãos bispos, vice-presidente da Conferência Episcopal Nacional do Congo, CENCO. Em 6 de fevereiro de 2018, foi nomeado arcebispo coadjutor da arquidiocese de Kinshasa.

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