De oficial do exército a frade franciscano capuchinho: a história de frei Nicola, publicada em 2015 pelo site Vocazione Fracescana, que aqui reproduzimos,

Da divisa cinzenta-verde do exército, ao hábito mais austero franciscano, o passo foi breve. É a história de Nicola Verde, de 35 anos, natural de Aversa, catapultado para o norte por motivos de trabalho, onde se alista no exército em Bolonha, a fim de subir na carreira, até se tornar Oficial.

Para frei Nicola, estudante franciscano na ordem dos frades menores capuchinhos da Emília Romagna, a vocação para a vida religiosa nasce no quartel, ao ponto de abandonar a carreira militar para entrar num convento.

Uma passagem difícil, inexplicável aos outros, mas que nasce do desejo de dar uma reviravolta à própria vida, e pô-la ao serviço de Deus e do próximo. Atualmente, frei Nicola encontra-se na Irlanda a estudar inglês, mas com os estudos já terminados, tudo está pronto para a ordenação sacerdotal, prevista para a cidade de Reggio na igreja de Via Ferrari - Bonini.

Nicola, originário de Aversa, uma terra difícil e sofredora, será ordenado sacerdote, no sábado 17 de Outubro pelas mãos do Bispo de Aversa, depois celebrará a primeira missa no convento de Scandiano, no dia seguinte. Em Scandiano, onde reside no convento, Nicola foi muito activo com o grupo Agesci-Scout, e sobretudo na organização da Oração de Taizé, um momento de reflexão segundo o estilo da comunidade do Irmão Roger.

Depois, passada uma semana, frei Nicola Verde, celebrará missa na sua terra com muitos ‘tifosi’ admiradores que aparecerão para fazer festa com ele. Porque Nicola, rapaz simples na aparência, sempre sorridente e de carácter forte, conquistou muitos amigos. O Centro Missionário de Imola, administrado pelos frades capuchinhos, será provavelmente o seu destino imediato.

A história de Nicola, recorda a de uma mulher de Scandiano, Inês Taligani, que em 1992 deixou a toga de magistrada para vestir o hábito das Irmãs Carmelitas: as almas vivas de uma casa de caridade, as primeiras a levantar-se, as últimas a retirar-se para garantir a todos os hóspedes o máximo de conforto.