Religioso da Província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul, nasceu em Veranópolis em 12 de Julho de 1916. Ingressou no Seminário Seráfico de São José, Veranópolis, em 7 de Julho de 1930. Aos 19 anos vestiu o hábito capuchinho, em 2 de Agosto de 1935, no Convento de Flores da Cunha. Aí fez a profissão temporária em 3 de Agosto do ano seguinte, a profissão perpétua, no Convento de Marau, em 3 de Agosto de 1939 e recebeu a ordenação sa­cerdotal na cidade de Garibaldi em 3 de Janeiro de 1943.

Depois de ter trabalhado sucessivamente em Sanaduva, Caci­que, Doble, São Vicente e Ge­neral Vargas, veio para Portugal aos 33 anos de idade. Com a sua chegada e a do Frei Ful­gêncio de Al­fredo Chaves ficou concluído o ciclo da vinda de Capuchinhos brasileiros da Província do Rio Grande do Sul para o nosso Comis­sariado, a fim de cá se dedicarem “à for­mação dos jovens capuchi­nhos portugueses”.

Desembarcou em Lisboa a 3 de Outubro de 1949 e logo a se­guir foi para a Fraternida­de do Porto. Aqui permaneceu algum tempo como Director Espiritual dos alunos do nosso Seminário Se­ráfico. Mas, pouco depois, transitou para a nossa Fraternidade de Barcelos onde iria assumir exclusivamente trabalhos e serviços pastorais: ministério da Reconciliação, pre­gação popular, recolec­ções e retiros a Religiosas. Isso obrigava-o a estar quase sempre fora do Convento, pois andava constantemente a pregar – o que fa­zia com muito agrado e proveito espiritual dos fiéis.

Contudo, aqui viria a adoecer com visíveis sinais de esgota­mento e, por via disso, de­cidiu regressar ao Brasil, o que aconteceu em 12 de Janeiro de 1950.

Esteve entre nós apenas uns escassos três meses mas, mesmo assim, na sua passagem pelo então Comissariado Geral, prestou-nos bons serviços numa altura em que todos os refor­ços de pessoal de outras Províncias eram bem-vindos, para ajudar a consolidar a implantação da Ordem Capuchinha no nosso país.

Depois de ter voltado ao Brasil, aí continuou a desenvolver a sua actividade com grande zelo apostólico, primeiro em São Paulo e, depois, na região de Caxias do Sul. Exerceu a função pas­toral de pároco em Vila Ipê e foi capelão do Hospital de Bajé e de Ijuí. Da­qui foi destinado à pa­róquia de Maurício Cardoso que pastoreou durante dezoito anos.

Quatro características marcaram sempre a sua vida: espírito missionário, espírito de oração, espírito profético, espírito vocaci­onal.

Finalmente, em 1979, cardíaco, diabético e quase cego, reco­lheu-se no Convento de Flores da Cunha, onde, mesmo assim, se consagrou à Pastoral do Aconselhamento e da Saú­de, através do pêndulo, com base na sua carga energética de magnetismo pessoal.

Faleceu em Caxias do Sul, em 24 de Dezembro de 1984. Con­tava 68 anos de idade, 48 de vida religiosa e 41 de sacerdócio.