Nos dias 22 e 23 de fevereiro, encontraram-se no Centro Bíblico dos Capuchinhos, os agentes da Pastoral Bíblica, vindos de diferentes partes do país.

Depois de um caloroso acolhimento entre todos com muita paz e alegria, demos início aos trabalhos. Partilhamos a experiência, nas diferentes Paróquias, da vivência do Domingo da Palavra, o que aconteceu pela primeira vez neste ano de 2020.

Frei Arantes relembrou-nos que a Carta Encíclica “Evangelium Vitae” de João Paulo II, de 1995, está tão atual nos temas da defesa da vida, numa sociedade que debate a questão da Eutanásia… e daí dedicarmos a tarde ao estudo deste documento. Desta encíclica, destacamos algumas afirmações:

Como iluminação a Palavra, o texto de Caim e Abel, “Que fizeste a teu irmão? …. Não sei dele. Sou porventura, guarda do meu irmão?” (Gn 4,9): uma noção perversa de liberdade… Sim, todo o homem é “guarda de seu irmão”, porque Deus confia o homem ao homem. E é tendo em vista também tal entrega que Deus dá a cada homem a liberdade, que possui uma dimensão relacional essencial. Trata-se de um grande Dom do Criador, quando colocada como deve ser ao serviço da pessoa e da sua realização mediante o dom de si e o acolhimento do outro; quando, pelo contrário, a liberdade é absolutizada em chave individualista, fica esvaziada do seu conteúdo originário e contestada na própria dignidade.

“Ao homem pedirei contas da vida do homem” (Gn 9, 5); a vida humana é sagrada e inviolável. Só Deus é Senhor da vida, desde o princípio até ao fim: ninguém, em circunstância alguma, pode reivindicar o direito de destruir diretamente um ser humano inocente. (nº 53)

Como Agentes de Pastoral, temos de em primeiro lugar anunciar o essencial do Evangelho que é o anúncio de um Deus vivo e solidário, que nos chama a uma profunda comunhão consigo e nos abre a esperança segura da vida eterna. (nº 81)

Com todos estes desafios tão atuais, continuamos o nosso encontro com oração e a preparação do Encontro Nacional e a próxima Semana Bíblica.