O Papa assinou hoje em Assis um pacto global com mil jovens de 120 países, incluindo Portugal, em favor de uma “Economia do Evangelho”, atenta aos mais pobres e à natureza. O texto, divulgado no final do encontro ‘Economia de Francisco’ 2022, que se iniciou esta quinta-feira na cidade italiana, propõe:
- uma economia de paz e não de guerra,
- uma economia que contraste a proliferação das armas, especialmente as mais destrutivas,
- uma economia que se preocupa com a criação e não a saqueia,
- uma economia ao serviço da pessoa, da família e da vida, respeitosa de toda a mulher, homem, criança, idoso e especialmente dos mais frágeis e vulneráveis,
- uma economia onde o cuidado substitui o descarte e a indiferença,
- uma economia que não deixa ninguém para trás, para construir uma sociedade na qual as pedras descartadas pela mentalidade dominante se tornem pedras angulares,
- uma economia que reconhece e protege o trabalho digno e seguro para todos, especialmente para as mulheres,
- uma economia onde a finança é amiga e aliada da economia real e do trabalho e não contra elas,
- uma economia que sabe valorizar e preservar as culturas e as tradições dos povos, todas as espécies vivas e os recursos naturais da Terra,
- uma economia que combate a miséria em todas as suas formas, reduz as desigualdades e sabe dizer, com Jesus e com Francisco, "bem-aventurados os pobres",
- uma economia guiada pela ética da pessoa e aberta à transcendência,
- uma economia que cria riqueza para todos, que gera alegria e não apenas bem-estar, pois a felicidade não compartilhada é muito pouco.