De 25 a 31 de julho, os Capuchinhos organizaram uma semana missionária em Elvas, que contou com a participação de três dezenas de pessoas.
O Concílio Vaticano II recorda-nos que a Missão é intrínseca à vocação de todo o Batizado pelo que as comunidades cristãs têm de criar condições para que a "Igreja - Povo de Deus" possa realizar a sua vocação missionária. Naturalmente que é muito mais exigente a organização de um tempo de missão com leigos mas o rosto da missão torna-se muito mais belo porque mais verdadeiro.
Sabendo do sonho missionário que habita muitos fiéis, os Capuchinhos de Barcelos, em diálogo com Dom Francisco Senra, Arcebispo de Évora, organizaram uma semana missionária em Elvas, sob o lema "Encontra-te", a que se juntaram alguns jovens da Juventude Franciscana de Gondomar. Isso permitiu-nos criar um grupo muito diverso de quase três dezenas de pessoas, com idades compreendidas entre os 10 e os 68 anos de idade. Não será difícil, pois, imaginar a variedade de dons colocados ao serviço do anúncio do Reino!
A semana começou às 04h30 de segunda, dia 25 de julho, com um tempo de oração na Igreja de Santo António, antes de uma viagem feita com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos que nos emprestou o seu autocarro.
A chegada a Elvas foi mesmo a tempo do almoço partilhado, a que se seguiu um tempo de preparação dos espaços para as dormidas: os mais velhos distribuídos pelos quartos e salas da residência paroquial e os mais novos nas salas da catequese da Igreja de Santa Luzia. Escusado será dizer que os duches, numa altura de temperaturas elevadas, foram uma verdadeira aventura missionária!
Antes da Eucaristia, dividimos o grupo em várias equipas que foram pelas ruas mais próximas cumprimentar os vizinhos e explicar o propósito da nossa estadia em Elvas. Acolheu-nos a Paróquia de Santa Luzia, confiada à cura pastoral do Pe. Ricardo Lameira, a quem muito agradecemos a hospitalidade.
Toda a semana foi pautada pela oração: a oração antes das refeições, a oração da manhã na igreja, por vezes prolongada pela avaliação e partilha em grupo, a oração do Rosário na Urbanização do Revoltilho, a oração ao estilo de Taizé em frente à “Sé” e a Eucaristia diária. E, claro, sem esquecer o trabalho manual pois era preciso cozinhar, limpar, fazer compras e preparar materiais para as atividades. Mas sobretudo pela proximidade às pessoas, nas ruas, nos Jardins de Infância das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, no Lar da Cruz Vermelha e nas instituições oficiais que visitamos, como os Bombeiros Voluntários, a PSP e a Câmara Municipal de Elvas.
O tempo ainda permitiu uma breve visita à Casa da História Judaica, à Igreja dos Terceiros de S. Francisco, à Biblioteca Municipal e ao Forte de S. Luzia. O tempo, dom de Deus, foi ainda usado para a visualização do filme “Irmão Sol, Irmã Lua”, sobre S. Francisco de Assis, e uma formação bíblica muito dinâmica, usando novas técnicas de gamificação da aprendizagem.
Mas quase toda a semana foi passada nas ruas e praças de Elvas, usando o teatro, a música e a dança para anunciar com alegria o Senhor Ressuscitado. Sentimo-nos privilegiados por este contacto olhos nos olhos, coração a coração, como deve ser toda a missão.
O regresso a casa, no dia 31, aconteceu já de noite mas com uma enorme sensação de dever cumprido e, sobretudo, de gratidão ao Senhor pela oportunidade e pelos/as irmãos/ãs que nos concedeu.
Terminada a semana missionária, o grupo decidiu oferecer o dinheiro que sobrou (2.750 euros) ao Banco de Leite em São Tomé e Príncipe para ajudar a mobilar a Casa Betânia.
“Louvai e bendizei a meu Senhor, dai-Lhe graças e servi-O com grande humildade!”