De 6 a 11 (setembro 2020), os Capuchinhos de Portugal realizaram o seu retiro anual, no Centro Bíblico, em Fátima. Com zeloso cumprimento das normas sanitárias impostas pela pandemia que a humanidade atravessa, foram 19 os irmãos capuchinhos que se fizeram presentes, vindos das fraternidades de Lisboa, Fátima, Gondomar e Porto, aos quais se juntaram 6 leigos ligados à Ordem Franciscana Secular, ao Movimento Bíblico e às comunidades cristãs confiadas aos Irmãos Capuchinhos.

O orientador do retiro foi o capuchinho Dom Frei Joaquim Ferreira Lopes, bispo-emérito de Viana, Angola, presentemente a viver numa das fraternidades capuchinhas de Portugal. O seu profundo conhecimento da Escritura e longa experiência missionária e pastoral proporcionou aos participantes uma magnífica lectio divina do texto bíblico da samaritana (Jo 4,1-42), tomando como tema geral do retiro o v. 14: “Quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede”.

Sempre a partir da leitura orante do texto bíblico e de oportunos aprofundamentos exegéticos do mesmo, o Dom Frei Joaquim foi servindo aos participantes profundas reflexões cheias de interpelações para a vida de quem, como a samaritana se deixa encontrar por Cristo, assim distribuídas pelos cinco dias de retiro: Razão do silêncio; A Teologia da Lectio divina (1º dia); O papel da Mãe de Jesus na vida da nova comunidade messiânica; Dá-me de beber (2º dia); Os adoradores que o Pai procura (3º dia); Pecado, conversão e misericórdia; Quando a sede de nada nos adoece (4º dia); Quando nos sentimos em “burn out” (5º dia).

Assim como a samaritana, recebendo o dom de Deus, se tornou apostola dos seus conterrâneos, que puderam fazer a experiência viva de Jesus e acreditar n’Ele (Jo 4,41-42), também os participantes do retiro partiram para os seus ambientes de missão, com o desejo de saciar a sua sede na água viva que é Cristo e, assim, possam “correr do seu coração rios de água viva” (Jo 7,38) para matar a sede a tantas pessoas nas quais Jesus hoje nos faz o mesmo pedido que fez à samaritana: “dá-me de beber” (Jo 4,7).