Em Fátima, no Centro Bíblico, os Missionários Capuchinhos viveram o seu retiro anual. Foi durante os dias 5 a 10 deste mês de setembro. Dinamizados por frei Hermínio Araújo, Franciscano Observante, Superior  do histórico Convento do Varatojo (Torres Vedras). Uma fonte a jorrar sabedoria, simplicidade, franciscanismo.

Enraizados em Cristo e revestidos dos seus sentimentos, o frei Hermínio, pedagogicamente ajudou a mastigar e a saborear as duas Encíclicas «franciscanas» do papa Francisco: «Laudato Si» e «Fratelli tutti».

Como  possível síntese: A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida. É necessário fazer crescer uma cultura do encontro que supere as dialéticas que colocam um contra o outro. É um estilo de vida que tende a formar aquele poliedro que tem muitas faces, muitos lados, mas todos compõem uma unidade rica de matizes, porque «o todo é superior à parte». O poliedro representa uma sociedade onde as diferenças convivem integrando-se, enriquecendo-se e iluminando-se reciprocamente, embora isso envolva discussões e desconfianças. Na realidade, de todos se pode aprender alguma coisa, ninguém é inútil, ninguém é supérfluo. Isto implica incluir as periferias. Quem vive nelas tem outro ponto de vista, vê aspetos da realidade que não se descobrem a partir dos centros de poder onde se tomam as decisões mais determinantes.» (Fratelli Tutti, 215).

O retiro encerrou na sexta-feira com “chave de ouro”: três irmãos capuchinhos celebraram o seu jubileu de 50 anos de Sacerdócio. Foi um momento de elevar até Deus um solene “Te Deum” por Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, em acção de graças pelo dom sacerdotal vivido ao longo de meio século de frei António Martins, frei Luís Gonçalves e frei João Santos Costa.

Louvado sejas, meu Senhor!