A nova Encíclica do Papa Francisco “Fratelli tutti” (“Todos irmãos”) é um importante documento e um instrumento de trabalho que nos lembra que hoje, mais do que nunca, é preciso estar ao lado dos que precisam de ajuda, afirma Frei António Fidalgo de Barros, Ministro Custódio dos Irmãos Capuchinhos de Cabo Verde, em entrevista à Rádio Nova, Emissora Cristã de Cabo Verde.

Começamos por perguntar ao Frei António Fidalgo o que acha deste documento e ele começa por desvalorizar a questão das muitas críticas que surgiram em relação ao título “Fratelli tutti” e explica porquê.

Está na hora de mudar, confessa o nosso entrevistado, e pela riqueza dos ensinamentos contidos neste documento, na óptica do Frei Fidalgo, pode e deve ser lido por todos, principalmente pelos políticos e governantes.

Uma coisa é ler outra é pôr em prática. Questionado se acredita que as grandes potências vão ouvir o apelo do Santo Padre, o Frei Fidalgo diz não ter muita certeza disso, mas disse esperar que esta encíclica lhes caia nas mãos.

O nosso entrevistado reconhece que este é um documento valioso pela riqueza dos seus ensinmentos e assegura que são preciosas as chaves de leitura num momento em que a humanidade se encontra ferida pela violência e agora atingida pela covid-19.

Frei Fidalgo acredita que o amor tem muito para oferecer à liberdade e à igualdade.

Qustionado sobre qual o impacto do documento no âmbito dos desafios que Cabo Verde enfrenta em termos socio-políticos e económicos e também religiosos, como a proliferação de seitas e o número crescente da fé moçulmana, e agora com a fustigação da pandemia, Frei Fidalgo é de opinião que o País para além de dar passos significativos, convida a ler e reler o capítulo 2º.

Eis o tempo de perguntar ”onde está o teu irmão” diz o Frei Fidalgo. Este acredita que a Igreja de Jesus Cristo é solidária e a que está em Cabo Verde vai saber o que fazer.

Frei António Fidalgo de Barros, foi eleito em novembro de 2018 como Ministro Custódio dos Irmãos Capuchinhos de Cabo Verde, para o triénio 2018-2021.

Recorde-se que o Papa Francisco assinou o documento em Assis no dia 3 de outubro, divulgado no dia seguinte, quando a Igreja Católica celebrava a festa litúrgica de São Francisco de Assis, o santo que continua a inspirar o Papa Francisco nas desafiantes propostas de uma forma de vida com sabor a Evangelho.

Oiça aqui na íntegra a entrevista com o Frei António Fidalgo: