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Com a Profissão Perpétua,
o candidato integra-se plena e definitivamente na Ordem, vivendo a
sua vocação e missão de Franciscano Capuchinho numa das muitas
fraternidades espalhadas por todo o mundo, em princípio no âmbito
geográfico da Província onde emitiu a Profissão (por exemplo,
Portugal). Mas dado o carácter missionário e internacional da Ordem,
pode ser chamado a partir para outras terras, em Missão
Evangelizadora ou para desempenhar serviços de animação fraterna
dentro da Ordem.
Em virtude do carácter
itinerante da Ordem e da sua missão de servir onde mais é urgente e
necessário, os seus membros devem estar dispostos a mudar de casa e
de serviços, sempre e quando os Responsáveis pela Província
(Ministro Provincial e seu Conselho) assim o entendam e, depois do
necessário diálogo, o decidam.
Em qualquer lugar para
onde é enviado e em qualquer missão que lhe é confiada, o
Franciscano Capuchinho esforça-se por dar o primeiro lugar à vida de
oração, sobretudo contemplativa; cultivar uma pobreza radical quer
pessoal quer comunitária, juntamente com o espírito de minoridade;
dar testemunho de uma austeridade de vida e de uma penitência
alegre, no amor da cruz do Senhor; cultivar a espontaneidade
fraterna, convivendo alegremente com os pobres, os débeis e os
doentes e conservando a abertura em relação ao povo; e promover o
dinamismo apostólico, exercendo-o em espírito de serviço nas suas
várias formas e, antes de mais, através da evangelização.
A fidelidade a este ideal
exige uma constante renovação pessoal e comunitária. Por isso, o
irmão que completou o tempo de Formação inicial não se pode
considerar plenamente formado, para toda a vida. Está sempre em fase
de FORMAÇÃO PERMANENTE, que compreende um duplo aspecto: a conversão
espiritual, por meio de um contínuo regresso às fontes da vida
cristã e ao espírito primitivo da Ordem Capuchinha e a sua adaptação
aos sinais dos tempos; e a renovação cultural e profissional através
duma adaptação, por assim dizer técnica, às condições de cada época. |
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