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A juventude, um "bom terreno" para uma "cultura vocacional"

Olhando a "Messe humana", verificamos que é grande o terreno ainda por semear. Há terreno bom e humanamente fértil, onde a semente ainda não caiu e já vai dando Que terreno tenho sido? Qual o fruto da Palavra de Deus tantas vezes semeada na minha vida?muito fruto. Há terreno onde a semente já caiu, a água do baptismo já regou e já produz consciência de "Povo" numa mesma fé, espalhando o perfume da esperança e do amor no mundo sob a luz de Cristo Ressuscitado. Há outro terreno - o da juventude - onde a semente já caiu, e continua a cair, mas ainda não produz fruto que corresponda à qualidade da semente.

O mundo em que vivemos, a forma como construímos a realidade, os valores que defendemos e os ideais que pautam a nossa vida, não são os melhores "fertilizantes" humanos e divinos para que o terreno possa produzir "cem por um". O momento histórico é de "cultura global": uniformiza comportamentos, tarefas e valores, esquecendo uma "cultura vocacional" como resposta ao dom da vida e à missão que Deus confia a cada pessoa na construção do Reino. Tarefa confiada também aos jovens, que, no dizer de João Paulo II, devem evangelizar os outros jovens.

Há um confronto directo entre o sistema de valores oferecido pela sociedade de consumo através dos media, e os valores evangélicos que pretendemos que sejam a espinha dorsal dos adolescentes e jovens, "terreno favorável" para uma cultura vocacional.

É preciso unir esforços para levar o Evangelho aos diferentes meios educativos dos jovens:

:: O primeiro é a Família, nela pode nascer a inquietação vocacional, sobretudo a vocação cristã pelo baptismo; nela se alimentam as raízes mais profundas numa dinâmica de amor e de solidariedade, que pode levar os jovens a abrirem-se aos outros e à fraternidade, e a interrogarem-se diante do projecto de seguir a Cristo no sacerdócio, na vida consagrada e missionária.

:: Nos centros de Ensino e nas Paróquias, todos os educadores cristãos, a partir da responsabilidade do seu baptismo, devem sentir-se convocadores e animadores da procura de sentido e plenitude de vida para os jovens no dia-a-dia. A missão, a Pastoral de conjunto realizada por leigos e religiosos é, sem dúvida, o caminho para criar essa "cultura vocacional".

O "vinho" que dá calor, cor e sabor à vida é Jesus de Nazaré. O de ontem, de hoje e de sempre. É a Ele que temos de levar como Boa-Nova à vida dos jovens, partilhando a nossa aventura vocacional, a nossa vida enxertada n'Ele. Pais, mães, leigos e religiosos, catequistas e párocos, jovens e adultos - todos precisamos de marcar a nossa acção pastoral em Igreja, sobretudo com os jovens, pela consciência vocacional.

Se fizéssemos isto, chegariam ao final do curso tantos jovens sem saída profissional, continuando a engrossar as fileiras do desemprego? Não haveria outras opções, que poderiam realizar plenamente a sua vida?

SÓ OU EM GRUPO

1. Ler o texto bíblico da Parábola do Semeador (Mt 13,1-3-9.18-2316-26) ou a dos Talentos (Mt 25,14-30; Lc 19,12-27).

2. Reflectir ou dialogar: Qual o contributo e os esforços pessoais e colectivos que elas te propõem, para criar esta mentalidade vocacional jovem?

frei Dino Costa

 

 
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