três reis MENORES
Primeiro
chegou frei Acílio,
Provincial de Portugal, dia 08 de Dezembro de 2007. Veio em visita
fraterna às co
munidades
de Laleia e Dili. Tomou contacto com a nova realidade Capuchinha em
Timor. Além dos irmãos das duas fraternidades, encontrou-se também com
os jovens aspirantes de Laleia e postulantes de Dili, tendo ainda
dinamizado um encontro da Família Franciscana lusófona, em Vemasse.
Depois, chegou frei
Julian Messina, Provincial de Austrália, no dia 05 de Janeiro de
2008. Tratou-se de uma visita de sua própria iniciativa e veio numa
linha de solidariedade franciscana. Aproveitando a vizinhança dos dois
países, ofereceu um fraterno intercâmbio de serviços e experiências, em
ordem a dar aos jovens frades de um dos países mais evoluídos
(Austrália) a oportunidade de experimentarem a realidade de um dos
países mais pobres (Timor).
Chegou ainda um terceiro
Rei-Frade-Menor, no dia 07 de Janeiro. Para entrar em Timor, frei
Rubival andou apenas 25 mil quilómetros, tendo atravessado um
continente (África) e dois Oceanos (Atlântico e Índico).
três IRMÃOS maiores
Foi um acontecimento
histórico para a Ordem em Timor e até na região do sudeste asiático.
Três continentes (Austrália, Europa e América) ju
ntos,
para conviver, rezar e dialogar num dos países mais pequenos e mais
pobres do planeta.
A Ordem Capuchinha, em
Timor, nasce sob o signo da pluralidade cultural: sem renunciar à sua
identidade nacional e regional austronésica, continua a beneficiar da
herança histórica de Portugal, (Frei Fernando, Clemente, Hermano, Rito,
José Luís, Ricardo e Maria Olímpia), enriquecida com a cultura
lusófona, de variante brasileira (Frei Pedro, Mário e outros que hão-de
vir) e brevemente completada com a solidariedade e língua inglesa, de
variante australiana (dois pós-noviços proximamente em Laleia).
três árvores diferentes
Há uma (im)plantação nova a
fazer em Timor. De árvores e pessoas. Tibar, (12 quilómet
ros
de Dili), dia 08 de Janeiro. Os Provinciais dos três continentes plantam
uma árvore cada um no lugar onde vai ser construída a casa de formação
dos futuros capuchinhos timorenses. Três árvores diferentes:
ai-ahli, a árvore da vocação, plantada por frei Rubival;
gondoeiro, a árvore da fraternidade, plantada por frei Acílio;
acácia, a arvore da solidariedade plantada por frei Julian.
E a respectiva leitura
simbólica: espera-se que o gondoeiro cresça na direcção da
fraternidade que a Província Portuguesa tem mantido desde o princípio;
espera-se que ai-ahli dê brevemente mais vocações missionárias, a
partir do Brasil, para esta terra; oxalá que a solidariedade da
acácia se converta no intercambio de pessoas, serviços e também
ajudas materiais de um país evoluído para com um em vias de o ser.
Em honra de Cristo e
seu servo Francisco. Amem.
frei
Manuel Rito,
Missionário em Díli
(Timor-Leste)