Maio de Timor-Leste
09 de Maio, Novo
Presidente
José Manuel Ramos-Horta
é o novo Presidente da
República de Timor Leste, a partir do
dia 20
de
Maio. Foi eleito na segunda volta de
9 de
Maio de
2007,
sucedendo a
Xanana
Gusmão
no cargo. Nascido de mãe timorense e pai português, foi educado numa
missão católica em Soibada. Devido
à actividade política a favor da independência, esteve exilado por um
ano (1970-1971) durante a época colonial, em
Moçambique.
Apenas com 25 anos de idade ocupou o
cargo de Ministro das Relações Exteriores no governo auto proclamado em
28 de Novembro
de
1975.
Deixou Timor-Leste três dias antes da invasão indonésia, em viagem até
Nova Iorque para apresentar às
Nações Unidas
o caso timorense. Aí expõe a violência perpetrada pela Indonésia na
ocupação do território, tornando-se o representante permanente da
Fretilin
na
ONU
nos anos seguintes.
José Ramos Horta estudou Direito
Internacional na Academia de Direito Internacional da
Haia,
na
Holanda
(1983) e nos Estados Unidos onde completou o mestrado em Estudos da Paz
(1984). Criticou o regime ditatorial de
Saddam Hussein
e a
Al Qaeda,
lembrando que
Osama bin Laden
tinha justificado o ataque terrorista de
Bali
entre outros argumentos com o facto de Timor-Leste ter sido supostamente
vítima de ataques contra o Islão pelos países ocidentais (a
Indonésia
tem a maior população islâmica no mundo).
Em
Dezembro
de
1996,
José Ramos Horta partilha o
Prémio Nobel da
Paz com o Bispo
Carlos Filipe
Ximenes Belo. O Comité Nobel laureou-os pelo contínuo esforço
para terminar com a opressão vigente em Timor-Leste. Em
8 de Julho
de
2006,
assumiu o cargo de Primeiro-Ministro.
José Ramos-Horta era apontado pela
imprensa portuguesa como um dos sucessores de Kofi Annan no cargo de
secretário-geral da ONU. Segundo ele próprio afirmou, renunciou a essa
candidatura a fim de se dedicar com mais empenho à reconstrução do seu
país. Agora, como Presidente da República, poderá vir a cumprir essa
promessa.
06 de
Maio, em Remexio
Sobre as montanhas de Fatu Ahi, para além de Dare, depois de Laulara,
encontramos Remexio. Fica a 30 quilómetros de Dili
. Para nós, ficou a 45
quilómetros, pois, na procura do desvio que nos iria encurtar o caminho,
acabámos por percorrer o caminho mais longo.
Naquele planalto de serras, no triângulo entre Manatuto, Aileu e Dili,
aparece Remexio, com Metinaro ao fundo, a ponta de Cristo Rei à
esquerda, o mar e a ilha de Ataúro ao longe. Um verdadeiro santuário de
paz, na paisagem e nos caminhos, na natureza pura e no povo simples, nos
sons da floresta e no silêncio das habitações.
Ali encontrámos uma comunidade de 3 irmãs Dominicanas de Santa Catarina
de Sena, uma portuguesa e duas brasileiras. Ali encontrámos igualmente
um recanto de serenidade e de pessoas pobres, mas com o suficiente para
se ser feliz: um liurai para garantir as tradições, um escola
para dar crescimento às crianças, uma igreja para cantar ao Deus
da criação, uma cruz na montanha para não perder de vista a
esperança, uma praça para hastear a bandeira nacional e, já para
além dos mínimos necessários, um centro social para aprender a
brincar, ler, bordar e perguntar: que é um computador?
Ali desfrutámos de uma tarde de contemplação, convívio e paz, longe das
ondas do mar e dos homens complicados, dos noticiários fatídicos e das
ambições humanas.
“Feitas as despedidas” (Act 15, 31) e “cantados os salmos” (Mc 14, 26)
das Criaturas, voltámos a descer a serra, de regresso a Dili,
agradecidos por termos visto como se pode viver feliz com tão pouca
coisa, longe da cidade e sem telemóveis.
24 de Maio, há um nome
a reter
Em plena cos
ta
do Tassi-Feto (Mar da ternura), no cruzamento que leva a Liquiçá
e Ermera, fica Tibar. Dista 14 quilómetros de Colmera
(centro de Dili). Passa-se Comoro, Delta Um e Dois, Tasi-Tolo e, depois
das curvas do oeste, aparece uma baía maravilhosa. Lugar de passagem
para quem vai ao Loromonu e o interior da ilha ou simplesmente para quem
deseja gozar a visão de uma extraordinária paisagem natural desenhada
pela montanha e o mar.
As Irmãs Franciscanas Concepcionistas já por ali descobriram um espaço
de terreno que vai dar origem à sua grande fundação em Timor.
Tem Chefe de Suku e beleza natural, tem mar e montanhas, tem estrada e
corrente eléctrica.
O nome de Tibar, ultimamente tem sido referido com frequência nesta
fraternidade e também na Cúria Provincial. Algumas razões haverá para
isso.
TIBAR vai ser um nome a reter no futuro próximo.
Amanhã direi porquê.