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Origem e nome
Tudo começou num encontro de família do então frei
Didácio Frei, em Bragança, no
Verão de 1990. Um
grupo de jovens de Caxinas foi convidado para o encontro e surgiu a
necessidade de dar mais e melhor assistência ao grupo de Vila do Conde,
de nome “Apocalipse”. Foi o que aconteceu.
Pela mesma altura, no Porto, o frei José Luís andava
muito motivado para criar e animar um grupo de cariz ecológico e
franciscano. Em partilha com o Didácio, concordaram criar e apoiar
outros grupos com dimensão bíblico-franciscano, já que o carisma e acção
dos Capuchinhos em Portugal passam muito pela Dinamização Bíblica do
Povo de Deus. Naturalmente, a vertente ecológica seria uma das
prioridades.
No dia 1 de Dezembro de 1990 era fundado o segundo
grupo, o “Jovens Felizes” do Amial – Porto, que no Natal deste mesmo ano
prepararam e apresentaram com grande brilho o Presépio ao Vivo,
actividade que se mantém como principal “cartaz” do grupo. Entretanto,
em Bragança surgiram outros 2 grupos.
Ideais
“Viver e Anunciar Jesus Cristo, segundo o ideal de S.
Francisco de Assis, Caminhando em Grupo”, é o
ideal do Movimento. Tal como os adultos dos grupos bíblicos, os jovens
do Movimento Jobifran, quando reúnem, privilegiam a amizade, a Palavra
de Deus, a oração e o compromisso.
Nas suas paróquias, esforçam-se por merecer o apoio dos
seus párocos e pais. Muitos, para além do compromisso do grupo, estão
empenhados noutros serviços nas suas paróquias, nomeadamente, como
catequistas, escuteiros, cantores, acólitos…
Depois de uma mínima inserção no Movimento, nunca antes
dos 3 meses, os jovens recebem o “Tau”, símbolo da cruz de Cristo, letra
com a qual S. Francisco, por humildade e identificação com Cristo,
assinava alguns dos seus escritos. Mais tarde, mas nunca antes de um
ano, recebem um lenço verde e amarelo. A cor verde recorda a dimensão da
ecologia, que tem S. Francisco por patrono. A cor amarela lembra a
bandeira do Vaticano, podendo significar a dimensão eclesial da
fidelidade à Igreja católica.
Os grupos Jobifran possuem ainda uma bandeira, com as
cores do lenço. Ao centro, o “Irmão Sol” enquadra a Bíblia e a silhueta
de S. Francisco, de braços abertos, em atitude de louvor.
O que fazem em concreto?
Para além da reunião semanal, encontram-se a nível
regional e nacional para encontros de formação, dando prioridade às
seguintes áreas: pedagogia de grupo ,
franciscanismo e Bíblia; retiros, Dia Nacional, experiências de
solidariedade, encontros com outros jovens ligados às comunidades dos
Capuchinhos, e, a culminar o ano, uma actividade de Verão, que
geralmente é um acampamento. Nestes encontros, dão relevo especial à
amizade, à celebração e a gestos de solidariedade social. Cada ano
realizam uma Assembleia Geral, alternando entre assembleia electiva e
assembleia temática. Deste modo, traduzem o Evangelho com audácia,
coragem e com alguns sacrifícios, o que nem sempre é fácil, em virtude
dos numerosos afazeres e compromissos familiares.
“Uma gota, cai suavemente” é o título de uma canção que
adoptaram como hino. Não há encontro que não o cantem com arrojado
entusiasmo. É isto mesmo que procuram ser: uma gota, alegre e jovem, no
meio do oceano do Povo de Deus.
Que passos dar para
pertencer a um Grupo Jobifran?
1º Manifestar este desejo a qualquer um dos responsáveis
da Equipa Coordenadora do Movimento.
2º Comunicar ao Pároco, a intenção de conhecer o
Movimento.
3º Reunião dos responsáveis do Movimento com os jovens.
4º Período de reflexão do grupo, em ordem à decisão de
aderir ou não ao Movimento.
5º Decidindo-se pela adesão, convidar os pais e o Pároco
para uma reunião.
6º Terceira reunião, com a presença de um representante
da Equipa Coordenadora Nacional, para eleger uma equipa de animação do
grupo e o nome do mesmo.
frei José Luís |