«Se alguém
vos falar na infelicidade dos padres, não acrediteis».
Quem o afirma e testemunha com a própria vida é um Franciscano
Capuchinho que, ao longo de 50 anos de ministério sacerdotal,
sempre experimentou uma realidade: Cristo Sacerdote partilha as
suas alegrias com os seus sacerdotes. Uma alegria que nada nem
ninguém lhes poderá roubar.
Domingo, dia
01 de Março. Primeiro Domingo da Quaresma. Na Eucaristia das
11h30, na igreja da Imaculada Conceição, da Paróquia de Nossa
Senhora do Amial, dois Capuchinhos celebraram as suas Bodas de
Ouro Sacerdotais: frei Joaquim Monteiro (natural de Serafão –
Fafe) e frei José Machado Lopes (natural de Donim – Guimarães),
ambos a viver actualmente na Fraternidade dos Franciscanos
Capuchinhos do Amial.

Dois
Sacerdotes iguais pela sua vocação e carisma franciscano de
viver o Evangelho ao jeito de São Francisco de Assis, como
instrumentos da Paz, do Perdão e da Alegria do Senhor
Ressuscitado. Ambos são também expressão do único Sacerdócio de
Cristo. Neles e por eles, o mesmo Cristo continua a entregar o
seu Corpo e a derramar o seu Sangue pela salvação de toda a
humanidade. Diferentes são os seus percursos de acção pastoral e
evangelizadora, no exercício do seu Sacerdócio, ao serviço do
Povo de Deus – um dos aspectos que frei António Martins,
Superior Provincial dos Capuchinhos, quis frisar. Enquanto o
frei Joaquim Monteiro tem exercido preferentemente o ministério
do ensino universitário, como o «teólogo», o «mestre»; o frei
José Machado tem sido mais o «biblista», a percorrer o País – e
vários outros Países – na divulgação da Palavra de Deus, ao
serviço do Movimento de Dinamização Bíblica.
Foi uma
celebração da Eucaristia marcada pela proclamação da Palavra de
Deus. Tanto a Palavra de Deus que o Leccionário nos apresenta
neste primeiro Domingo da Quaresma, como a Palavra de Deus que é
cada um destes dois Irmãos Capuchinhos em Jubileu sacerdotal.
Por isso, o seu testemunho vivo, feliz, pascal calou fundo no
coração de tantos irmãos e amigos presentes na celebração.
Houve
lágrimas – lágrimas de alegria, emoção e felicidade. Cristo
Ressuscitado é a sua alegria. Houve palmas, muitas palmas –
expressão de uma assembleia agradecida ao Senhor e agradecida a
estes dois servos do Povo de Deus, pela sua entrega generosa e
sem limites nestes 50 anos.
Na
assembleia, a presença de bastantes crianças e adolescentes.
Foram eles que nos ajudaram a aclamar e a entronizar solenemente
a Palavra de Senhor. O Espírito de Deus que, ao longo destes 50
anos, agiu no coração do frei Joaquim Monteiro e do frei José
Machado, também saberá lançar sementes de alegria, de esperança
e de generosidade no coração dos mais pequeninos. E os frutos
hão-de surgir…
Estão de
Parabéns os Capuchinhos. Neste ano em que toda a Família
Franciscana celebra os 800 anos da Vocação Franciscana, duas
Bodas de Ouro Sacerdotais são um presente do Omnipotente e Bom
Senhor.
Frei Acílio Mendes