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No Primeiro Dia do Ano
I
«Deus se compadeça
de nós e nos dê a sua bênção»
neste primeiro dia de um novo ano,
ao regressarmos trazendo nos braços as
mesmas guerras
e no coração talvez maior descrença
noutros sonhos e caminhos de Paz.
Deus se compadeça de nós
e nos dê a sua bênção,
resplandeça sobre nós a luz do seu
rosto.
Com o resplendor do vosso rosto na vida da
Igreja,
Vós sereis, Senhor, a Luz dos Povos.
Na terra se conhecerão os vossos
caminhos
e entre os povos a vossa salvação.
II
«Um menino nasceu para nós»
e foi-lhe dado o nome de Jesus.
«Bendito seja o Senhor, Deus de Israel,
porque visitou e libertou o seu povo»,
resgatando os que estavam sujeitos à
Lei,
tornando-os filhos adoptivos e herdeiros.
Os povos Vos louvem, ó Deus,
todos os povos Vos glorifiquem!
«Alegrem-se e
exultem as nações»,
pois o menino deitado na manjedoura
vem iluminar os que se encontram nas
trevas
e guiar os nossos passos no caminho da
Paz.
Alegrem-se e exultem as nações,
porque julgais os povos com justiça
e governais as nações sobre a terra!
Os pastores dirigem-se à pressa para a
gruta
e contam o que lhes fora anunciado.
Maria guarda tudo em seu coração.
Os pastores regressam louvando a Deus
e glorificando-o pelo que viram e ouviram.
Os povos Vos louvem, ó Deus,
todos os povos Vos glorifiquem!
III
Quando o tempo chegou ao seu termo,
«a terra produziu os
seus frutos»:
Deus enviou-nos o seu Filho, rebento de
Justiça
nascido na terra virgem de uma mulher.
A terra produziu os seus frutos,
o Senhor nosso Deus nos abençoa.
«O Senhor te abençoe e te proteja.
O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face
e te seja favorável.
O Senhor volte para ti o seu olhar
e te conceda a paz.»
Deus nos dê a sua bênção
e chegue a sua paz aos confins da
terra.
Lopes Morgado
In em minha memória
DB (Fátima, 2004) 109-110 |