PAZ e BEM! Bem-vindo à Página dos Frades Missionários Capuchinhos

Página Principal


São Francisco Assis


Espírito de Assis


Porciúncula


Ordem Capuchinhos


Missão em Timor


Onde Vivemos


Espaço Jovem


Música


Apontadores


 
Métodos Pastorais de Leitura Bíblica

6.5. Método de estudo em grupo: Método de Kigali

Voltar ao Índice

 

 

6.5. Método de estudo em grupo: Método de Kigali[1]

 

Apresentamos este método, organizado na África, concretamente na capital do Ruanda, como um modo mais de prestar atenção ao texto em si mesmo do que à resposta ao texto, pela oração e pela celebração da Palavra.

 

1. Primeiro contacto com o texto:

* Ler o texto escolhido duas vezes, em voz alta.

* Anotar rápida e imediatamente, depois desta primeira leitura, as primeiras impressões: o que me agrada, o que não me agrada muito, o que me produz admiração, o que não gosto. Este primeiro tempo dura apenas alguns minutos.

 

2. Observar o texto:

É necessário saber acolher um texto e aceitá-lo tal como ele é. Ele não é um espelho que me  reenvia o meu rosto, onde eu vejo o que me agrada. É a ele que eu devo procurar, observar. Eis aqui alguns meios que me facilitam a observação:

 

* Reparar no princípio e no fim do texto (alguns versículos). Ver o que aconteceu, que transformação se produziu entre o princípio e o fim

 

* Descobrir os lugares que são mencionados no texto

 

* Anotar as personagens do texto e as suas relações:

- Qual parece ser o personagem principal? Que diz e que faz?

- Quem está do seu lado? Quem está contra? Quem o ajuda?

- Quem é activo? Quem é passivo?

 

* Reagrupar as palavras do texto que pertencem à mesma "família", que se referem ao mesmo tema (campo semântico). Cada texto põe em acção, frequentemente, algumas famílias de palavras bem concretas.

 

* Anotar as oposições e os contrastes do texto, se os houver.

 

3. Procurar informações fora do texto

As informações fornecidas pelos especialistas podem esclarecer o texto:

* Lendo as notas e os lugares paralelos da Bíblia.

* Utilizar um dicionário ou vocabulário bíblico.

 

4. Questionar o texto: Já que os Evangelhos foram escritos depois da Ressurreição, por crentes e para crentes, podemos tentar encontrar alguns pontos de referência:

 

A - Para o Novo Testamento:

a) O acontecimento da vida de Jesus (ou dos discípulos) de que fala o texto.

b) A fé em Cristo ressuscitado, que aqui se exprime, claramente ou de forma velada, e a esperança que ela suscita.

c) A vida da Igreja que está subjacente ao texto: qual era a necessidade que os cristãos tinham, para escreverem e conservarem este texto.

d) Que alusões directas ou indirectas ao Antigo Testamento existem?

 

B - Para o Antigo Testamento, procurar:

a) A História de Israel ou o acontecimento sobre o qual este texto se apoia.

b) A fé no Deus libertador, que se exprime claramente ou de modo velado.

c) A vida dos crentes de Israel, que está subjacente ao texto: que necessidades tinham, ao escreverem e conservarem este texto?

d) Que alusões directas ou indirectas a outros textos do Antigo Testamento existem?

 

5. Apropriação do texto (que sentido para hoje)

* Segundo o que foi observado nos quatro primeiros tempos, tentar perceber o testemunho de fé que se depreende do texto, a parte da "Boa Nova" que nele se encontra.

 

* Como é que este testemunho de fé (Boa Nova) pode esclarecer, ajudar a nossa fé, no tempo e lugar onde vivemos?

 

* Como podemos traduzir, por outras palavras, este antigo texto a fim de ser compreendido pelos que nos rodeiam?

 

* As impressões que tivemos no primeiro contacto com o texto não se deverão, agora, completar, corrigir ou, simplesmente, abandonar?

 

* Que oração nos inspira agora a leitura deste texto?


 


[1]. É assim chamado por se ter organizado em Kigali, capital do Ruanda. Traduzimos este texto, com a devida vénia, de Les Dossiers de la Bible, nº 29, 1989, p. 7-8.

 

 
Página Principal | Capuchinhos em Portugal | Contactos | Ficha Técnica | Sugestões

© 2006 Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)