|
Voltar ao Índice
6.2. Da vida à Bíblia
Segundo este
método de leitura da Bíblia, o grupo está atento ao que
se passa no mundo que o rodeia e lê a Bíblia na perspectiva da
leitura dos acontecimentos da vida. A metodologia concreta está
precisamente em escolher um texto ou textos da Bíblia que
iluminem um caso importante da vida.
No Brasil,
Carlos Mesters personalizou este método, a que foi dado o nome
de "Círculos Bíblicos".
O caso da vida poderá ser real e conhecido por todos ou apenas
por algum membro do grupo, ou poderá ser também um caso ou
situação imaginada, mas paralela a tantas outras da vida real. O
animador, ou uma equipa, terá o trabalho de procurar textos
bíblicos que possam iluminar aquela situação vital. O grupo
debruçar-se-á sobre os dois - Vida e Bíblia - e tirará as
devidas conclusões, em ordem ao agir.
Este método mantém muitas
semelhanças com o VER - JULGAR - AGIR: ver o caso da
vida; este é julgado pela Palavra de Deus; os membros no
grupo comprometem-se, finalmente, com o Deus da vida, no seu
agir em consequência.
Deste modo, a vida é o ponto de partida e o ponto de chegada do
grupo, segundo o seguinte esquema tripartido: vida - Bíblia -
vida.
Este esquema
parte da convicção de que a Bíblia deve estar no centro da vida
das pessoas concretas, não é um livro de sacristia, alienante. A
Bíblia é o livro sagrado não só da igreja e da liturgia, mas
sobretudo da vida dos homens e das mulheres de hoje. Não admira,
por isso, que este seja o método mais utilizado em países onde
um certo capitalismo produz mais miséria do que riqueza.
Integra-se na dinâmica da Teologia da Libertação.
Este método
é muito válido porque tem em conta a ideia muito bíblica da
presença de Deus na história do mundo e das pessoas e que nos
interpela a partir da realidade e do quotidiano. Por outro lado,
exige um bom animador, capaz de saber encontrar o texto bíblico
próprio para determinada situação da vida.
.
Ver Caderno do Animador, Difusora Bíblica, Lisboa,
1992, p. 103-104.
.
Ver Caderno do Animador, Difusora Bíblica, Lisboa,
1992, p. 104.
|