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3. Formação e acompanhamento
dos grupos
Os grupos nunca podem ser
abandonados à sua sorte. Este abandono dos grupos, por parte dos
responsáveis da paróquia, tem provocado muito do que de negativo
apontamos no número anterior. Este acompanhamento pessoal
poderá ser feito por meio do pároco ou de outros agentes de
pastoral paroquiais, com ou sem formação teológica. Muito útil é
a reunião do pároco com os animadores de todos os grupos
paroquiais, cada dois ou três meses. Esta reunião, para além
doutras finalidades óbvias, traz aos grupos diferentes vantagens
em ordem à sua própria formação. Esta supõe a exposição dum
tema, por algum dos participantes; a auscultação da vida e dos
problemas dos grupos e - o que não é menos importante - um
conhecimento mútuo dos grupos da mesma paróquia. Deveriam,
igualmente, ser programadas acções comuns, onde não deveria
faltar o Domingo Bíblico ou
Dia da Bíblia.
De tudo
isto, se depreende que a formação bíblico-teológica permanente
de adultos é imprescindível. A Escola bíblica seria, para
estes grupos, o melhor caminho. É inegável a necessidade do
estudo para uma leitura minimamente correcta da Bíblia (ver DV
12). Cada diocese deveria organizar as estruturas de formação
permanente de adultos, como faz para crianças e jovens. Nesta
"Escola Bíblica" - que deve começar com humildade e
simplicidade - pode vir, de vez em quando, um especialista que
desenvolve mais profundamente algum assunto. Mas não deve ser
uma escola de cariz puramente teórico e intelectualista, porque
esta não é única via para uma compreensão global dos textos
bíblicos. Esta Escola seria, no entanto, um óptimo
subsídio para a formação dos animadores dos grupos.
Muitos
outros instrumentos de formação estão hoje à disposição dos
grupos e dos animadores de grupos (Introduções à Bíblia,"Cadernos
Bíblicos", Revista Bíblica...). Uma pequena
biblioteca bíblica paroquial poderá facilitar este trabalho
urgente de formação dos grupos.
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