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D. António Ramos Monteiro nasceu
em Serafão, concelho de Fafe, Arquidiocese de Braga, a 10 de Outubro de
1928. Entrou para os Capuchinhos a 21 de Janeiro de 1941, em Fafe e no
noviciado em Barcelos a 24 de Outubro de 1944 recebendo
o nome de Frei
Rafael de Serafão; fez votos temporários a 25 de Outubro de 1945 e
Profissão de Votos Perpétuos no Convento de Pamplona Extra Muros a 11 de
Dezembro de 1949. Foi ordenado sacerdote a 15 de Abril de 1951 na Sé de
Aveiro. Logo a seguir foi nomeado Superior do Convento Capuchinho do
Porto, cargo que exerceu de 1951 a 1954. Então foi para Roma,
frequentando a Universidade Gregoriana e licenciou-se em Direito
Canónico. Regressou em 1957, tendo sido eleito Definidor e Superior do
Convento do Porto de 1957 a 1960 e 1964 a 1967. Então é nomeado
Comissário Provincial.
Em 1969 é nomeado Ministro
Provincial da Província de Portugal e reeleito em 1972. Em 1975 parte
para Roma a fim de fazer um curso de renovação; matricula-se na
Faculdade de Teologia Moral da Academia Alfonsiana onde se licenciou em
Teologia Moral em 1977 e depois doutorou-se em 1979. Regressou a
Portugal e foi Director dos Irmãos de Votos temporários da Fraternidade
do Porto até Maio de 1981 quando foi reeleito Ministro Provincial. Foi
várias vezes Presidente da Conferência Nacional dos Religiosos de
Portugal; deu aulas no Instituto de Ciências Humanas e Teológicas do
Porto e também na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de
Lisboa. Em 1984 foi reeleito Ministro Provincial, cargo que exerceu até
à sua nomeação para Bispo; foi também membro do Conselho Superior da
Universidade Católica.
É ordenado Bispo, em Viseu, a 11
de Outubro de 1987; conhecida a aceitação da resignação de D. José Pedro
da Silva, D. António Monteiro torna-se Bispo titular e dá início formal
ao seu ministério numa Concelebração Eucarística, na Sé Catedral, a 18
de Setembro de 1988. No dia 7 de Dezembro de 2000 foi, por si,
inaugurado o Centro Sócio-Pastoral da Diocese de Viseu, um instrumento
da pastoral diocesana, com lar para acolher os sacerdotes idosos e os
que foram seus colaboradores na acção pastoral a ainda outros sacerdotes
no activo, com espaço para formação permanente dos quadros diocesanos e
do Povo de Deus em geral.
Faleceu por volta das 22 horas do dia 3
de Abril de 2004.
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Ao Venerável Irmão
ANTÓNIO RAMOS MONTEIRO
Bispo de Viseu
Pensamos que está bem vivo na tua memória aquele dia em que, na
Sé Catedral de Aveiro, com uma larga presença de Capuchinhos e
de teus familiares em volta de ti, recebeste o sacerdócio e
ficaste a ser dispensador dos bens celestes. Sabemos que a tua
família religiosa e também a própria comunidade eclesial de
Viseu brevemente vão comemorar em festa o insigne acontecimento
da tua ordenação sacerdotal depois de 50 anos após a tua
ordenação sacerdotal. Para Nós é também, Venerável Irmão, um
grande prazer enviar-te uma saudação muito amiga como coroa de
uma bem longa carreira de serviço, acompanhando-a com o louvor
que bem merece.
Entraste, ainda jovem, na família dos Capuchinhos em cuja forma
de vida e bons exemplos logo te foste desenvolvendo. Nesta
Cidade Eterna, aprofundando ainda mais o teu conhecimento das
ciências sagradas, logo depois começaste a assumir encargos
sacerdotais quer na formação dos teus irmãos e demais
religiosos, quer como professor a ensinar em institutos
sobremaneira importantes da Igreja. Foi então, precisamente pela
grande esperança e confiança que em ti depositámos, que Nós te
escolhemos para Bispo Coadjutor da Diocese de Viseu, que, logo a
seguir, daí a um ano, passaste a governar de pleno direito.
É com muito prazer que realçamos aqui publicamente a tua
fidelidade à Sé Apostólica, toda a tua actividade e a tua
bondade de coração. Bem sabemos que, dotado de uma sólida
doutrina e piedade, te entregaste, de forma excelente e eficaz,
ao teu ministério episcopal. Muito têm beneficiado do teu
sagrado ministério os sacerdotes e todos os fiéis. Com efeito, é
bem notável a atenção que costumas ter com todos, as reuniões
que tens com eles e as visitas que lhes fazes até nas suas
casas.
Quisemos sublinhar aqui, em poucas palavras, o que tem sido o
teu ministério e o teu trabalho apostólico, nos vários aspectos.
Por isso mesmo, na ocorrência desta data festiva, apressámo-nos
a enviar-te a nossa saudação congratulatória e pedimos ao Bom
Pastor que Ele te recompense na justa medida dos teus méritos.
Entretanto, com amizade fraterna, antes de mais, Nós Te
concedemos, Venerável Irmão, a Bênção Apostólica que comunicarás
oportunamente a toda a tua querida comunidade eclesial.
Dada no Vaticano, em 12 de Março do ano 2001,
Vigésimo Terceiro
do Nosso Pontificado
JOÃO PAULO II
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