Religioso da Província dos Capuchinhos de
Navarra-Cantábria-Aragão, nasceu na povoação de Alegria de Oria (Guipúzcoa)
em 6 de Fevereiro de 1891. Vestiu o hábito capuchinho no Convento de
Sanguesa em 26 de Agosto de 1906, aí emitiu a profissão temporária em 27
de Agosto do ano seguinte, a profissão perpétua no Convento de Pamplona
em 30 de Novembro de 1913 e recebeu a ordenação de presbítero nessa
mesma cidade em 3 de Abril de 1915.
Após ter concluído os estudos nas casas de formação da
sua Província, foi destinado ao Colégio de Lecaroz onde viveu pelo
espaço de 21 anos exclusivamente dedicado ao ensino.
Na segunda quinzena de Outubro de 1936, por se assumir
como patriota basco, ao rebentar a Guerra Civil espanhola, recebeu dos
seus Superiores a obediência para se transladar para a Província de
Andaluzia. De Sevilha mandaram-no para Serpa e passou a fronteira
portuguesa em 24 de Novembro de 1936.Viveu cerca de onze meses em Serpa,
de 27 de Novembro a 21 de Outubro de 1937, data em que foi destinado
para a Fraternidade de Beja, onde esteve uns três anos, dedicado ao
ministério pastoral em diversas paróquias. Instituído já o Comissariado
de Portugal, o seu responsável, Frei Damião de Ódena, mandou-o para o
nosso Seminário de Fafe, instalado na Quinta do Calvário, aonde chegou
em 1 de Julho de 1940. E, ao começar o novo ano escolar, foi aí
professor dos nossos seminaristas. Todos os seus antigos alunos
guardaram sempre dele uma lembrança muito grata, sobretudo das suas
aulas de latim.
Transferido o Seminário para a nossa Quinta da Rua Nova
do Tronco, no Porto, em meados de 1941, o Frei Rafael acompanhou-o e aí
continuou a leccionar com a mesma dedicação e competência até se retirar
para Espanha em 23 de Novembro de 1942. Mas esteve aí poucos meses, pois
o então Comissário, Frei Damião, pediu-lhe insistentemente para que
viesse acabar o curso escolar, que havia interrompido, chegando ao Porto
a 10 de Janeiro de 1943. No seguinte dia 13 retomou as aulas no
Seminário e prolongou a sua estadia entre nós até 27 de Agosto. Nesta
data deixou o Comissariado e retirou-se definitivamente para a sua
Província.
Nos sete anos que passou entre nós, o Frei Rafael foi um
trabalhador incansável. Nas Casas onde viveu levou sempre grande parte
do peso do trabalho, porque as tarefas e solicitações pastorais eram
muitas e poucos os braços para as levar a cabo. Dotado de carácter forte
e profundas convicções era um excelente companheiro, sempre disponível
para ajudar e encorajar sobretudo os irmãos mais idosos.
Regressado à sua Província, esteve primeiro no Convento
de Tudela e passou depois para a Fraternidade de Logronho onde, durante
18 anos, se dedicou ao ministério paroquial e à pastoral dos doentes.
Aqui veio a falecer em 19 de Novembro de 1962. Contava 71 anos de idade,
55 de vida religiosa e 47 de sacerdócio.