Religioso da Província do Rio Grande do Sul, nasceu em
Roca Sales, diocese de Porto Alegre, em 25 de Janeiro de 1920. Aos 18
anos vestiu o hábito capuchinho, no Convento de Flores da Cunha, em 6 de
Janeiro de 1938. Aí fez a profissão temporária em 6 de Janeiro do ano
seguinte, a profissão perpétua no Convento de Marau em 6 de Janeiro de
1942 e, três anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal na cidade de
Garibaldi, em 6 de Janeiro de 1945.
Antes de vir para Portugal, exerceu o ministério
sacerdotal como Vigário Cooperador da paróquia de Nossa Senhora da Luz
em Pelotas, de 1945 a 1947. Destinado pelo seu Provincial para trabalhar
no então Comissariado Geral dos Capuchinhos portugueses, chegou a Lisboa
em 20 de Agosto de 1947. O Comissário, Frei Damião de Ódena, mandou-o
como pregador para a nossa Fraternidade de Barcelos, onde esteve até
Agosto de 1948.
Nesta data foi transferido para a Fraternidade do Porto,
onde até Agosto de 1951 foi professor no Seminário Seráfico. Mas não se
limitava apenas a preparar e a dar aulas aos seminaristas. Como gostava
muito de anunciar ao povo a Palavra de Deus, ocupava também as suas
horas livres, sobretudo os fins de semana, em frequentes acções de
pregação.
Em Agosto de 1951 deixou a Casa do Porto e foi outra vez
agregado, como pregador, à Fraternidade de Barcelos, até que, em 20 de
Agosto de 1952, embarcou para o Brasil em companhia do Frei Bernardino
de Vilas Boas.
O Frei Sabino viveu entre nós cinco anos exactos. Activo
e cheio de zelo apostólico, muito nos ajudou, quer como docente do
Seminário Seráfico quer com as suas pregações. De facto, ao serviço
deste ministério profético, pregou em todas as dioceses do país, excepto
nas de Lisboa, Beja e Faro.
De Portugal levou para o Brasil uma profunda devoção a
Nossa Senhora de Fátima. Mas deixou-nos o exemplo de apóstolo ardoroso e
incansável, destacando-se pela sua pobreza e simplicidade de vida. Era
reservado e de poucas falas.
Regressou à sua Província quando contava apenas 32 anos
de idade. E naturalmente transportou consigo toda a pujança interior da
generosidade e do sonho de se continuar a dar todo a todos no serviço da
evangelização. Por isso, não admira que aí prosseguisse, com um novo
ardor e um renovado empenhamento apostólico, as mais diversificadas
actividades pastorais, nomeadamente em Santa Maria, Vacaria, Veranópolis,
Nova Alvorada, São José do Ouro, Vila Flores e Seminário de Ipê. Foi
vigário paroquial, pároco, missionário, professor no Seminário e, nos
últimos anos, dedicou-se à Pastoral do Aconselhamento.
Faleceu em 4 de Novembro de
1991 no Hospital de São José, de António Prado, em consequência de um
aneurisma cerebral. Contava 71 anos de idade, 52 de vida religiosa e 46
de sacerdócio.