Religioso da Província dos Capuchinhos de Castela,
nasceu na cidade de San Sebastián, Espanha, em 23 de Fevereiro de 1862.
Era já sacerdote secular, ordenado em 8 de Abril de 1889, quando se fez
Capuchinho e vestiu o santo hábito, no Convento de Bilbau, em 3 de
Outubro de 1893, com 31 anos de idade. Emitiu a profissão temporária em
10 de Outubro de 1894 e a profissão perpétua em 11 de Outubro de 1897.
Em 1904 foi nomeado Guardião do Convento de Monteano. De
1909 a 1923, atraído pela actividade missionária “ad gentes”, esteve nas
Missões de Venezuela, Cuba e Porto Rico, onde foi Guardião de várias
Casas e Assistente do Custódio Provincial. Por motivo de doença teve que
abandonar o seu trabalho missionário e voltar para Espanha. Viveu então
muitos anos no Convento de El Pardo, anexo ao Seminário Seráfico da
Província de Castela. Com o carinho e a bondade que o caracterizavam,
atendia e animava os seminaristas no Sacramento da Reconciliação e, com
a sua sabedoria e os seus conselhos, orientava-os espiritual e
vocacionalmente.
Em 1936, pouco antes de estalar a Guerra Civil
espanhola, foi destinado para a nossa Fraternidade de Barcelos, onde
chegou em 16 de Maio, já com pouca saúde e a avançada idade de 74 anos.
Nesta Fraternidade sobressaiu pela sua simplicidade,
bondade e espírito de serviço, como também pela sua assiduidade ao
confessionário para atender a gente das aldeias que, sobretudo em dias
de Feira municipal, acorria em grande número à Igreja de Santo António
para celebrar o Sacramento da Reconciliação.
O seu aspecto austero e venerável, de longas barbas
brancas, mesmo muito compridas, granjeava-lhe simpatia e veneração.
Quando saía para a rua, muitas pessoas corriam atrás dele para lhe
beijar o cíngulo (ou cordão), tocar no hábito ou pedir uma bênção porque
o tinham na conta de santo. E, de facto, o bondoso Frei Fidelis estava
exornado de muitas virtudes e era muito estimado e venerado por todos os
seus irmãos Religiosos sem excepção.
Durante anos sofreu duma doença do foro urológico e nos
últimos meses de vida, já acamado, foi carinhosamente atendido pelo seu
dedicado enfermeiro Frei João de Deus de Amareleja, que meses antes o
tinha precedido na viagem para a vida nova e eterna ao encontro do
Senhor.
Faleceu na nossa Casa de
Barcelos em 4 de Novembro de 1942. Contava 80 anos de idade, 48 de vida
religiosa e 53 de sacerdócio. Os seus restos mortais repousam no
cemitério municipal de Barcelos em talhão privativo dos Capuchinhos.