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Frei Domingos de Madrid (Federico de la Rosa Cabestrero)

18 de Setembro | Presbítero | 1910-1993

Religioso da Província dos Capuchinhos de Andaluzia, nasceu na cidade de Madrid em 28 de Novembro de 1910. Vestiu o hábito capuchinho, no Convento de Sevilha, em 16 de Setembro de 1928, aí fez a profissão temporária em 17 de Setembro do ano seguinte, a profissão perpétua, no Convento de Sanlúcar de Barrameda, em 6 de Janeiro de 1933 e recebeu a ordenação sacerdotal em Beja em 22 de Março de 1936.

Com 25 anos de idade, sendo ainda subdiácono, veio para Portugal em 14 de Março de 1936; mas, poucos dias depois, a 19 e 22 desse mês, o bispo de Beja conferiu-lhe, respectivamente, as ordens do diaconado e do sacerdócio. Decerto foi o primeiro sacerdote capuchinho ordenado em Portugal, pois, entre os Capuchinhos que viveram no nosso país, não se tem notícia certa de um clérigo que tenha sido ordenado sacerdote.

O primeiro ano da sua estadia entre nós passou-o a trabalhar nas paróquias do Salvador (Beja), Mértola, Alvito e Vila Nova de Baronia. A seguir foi como pároco para Mértola, mas um ano depois deixou essa paróquia e foi para a de Beringel, onde esteve também um ano. De 1939 a 1942 paroquiou a freguesia de Aldeia Nova de São Bento e a anexa de Ficalho. Voltou depois para Mértola, onde paroquiou esse concelho até 1946 com muito trabalho e imensa dedicação pastoral.

Passados dez anos na diocese de Beja, transitou para a nossa Fraternidade do Porto em Fevereiro de 1946 e até Setembro paroquiou São Mamede de Infesta.

Foi então destinado a Coimbra onde, enquanto não tínhamos casa, viveu no Beco de Montarroio, num quarto alugado. A 3 de Maio de 1947 pôs-se a primeira pedra da nossa Casa de Santa Justa, que se inaugurou no seguinte 15 de Dezembro, e para aí se transladou o Frei Domingos que, durante mais de cinco anos, foi Vice-Guardião da Fraternidade e praticamente reitor da nossa igreja. Desenvolveu então uma fecunda e extraordinária actividade evangélica e apostólica, devendo-se-lhe em grande parte a simpatia e devoção que a gente de Coimbra tinha pelos Capuchinhos.

Tanto nos dez anos em que trabalhou na diocese de Beja, como nos sete em que esteve em Coimbra, o Frei Domingos manifestou sempre um zelo inesgotável e uma disponibilidade total para acolher, com um sorriso nos lábios, toda a gente que o procurasse a qualquer hora do dia ou da noite. Para ele, ser capuchinho era sinónimo de entrega a Deus e aos outros sem reservas. Isso tornava-o muito querido e apreciado por todas as pessoas dos mais variados estratos etários e sociais.

Retirado para Espanha em 1952, foi pouco tempo depois para a República Dominicana, na Ilha de Haiti, onde os Capuchinhos da Província de Andaluzia tinham uma Missão. Aí continuou a trabalhar até 1956 com zelo parecido ao que manifestou em Portugal.

Em 1956 deixou a República de São Domingos e passou a exercer a sua actividade num novo campo apostólico – a República da Guatemala. Nesse país fundou uma nova Missão confiada ao cuidado pastoral dos Capuchinhos da Vice-Província da América Central. Aqui viveu os últimos 37 anos da sua intensa e fecunda vida missionária. Mas sem nunca esquecer Portugal onde se ordenou sacerdote e muito contribuiu, com a sua valiosa presença, para a implantação da Ordem. Por isso, sempre que vinha à Espanha em gozo de férias ou por outro motivo não voltava para a América Central sem visitar os seus confrades e amigos portugueses.

Faleceu na Guatemala em 18 de Setembro de 1993. Contava 83 anos de idade, 64 de vida religiosa e 57 de sacerdócio.

 

 
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