8 de Agosto | Presbítero | 1916-1988 Religioso da Província dos Capuchinhos de Navarra-Cantábria-Aragão, nasceu na povoação de Olleta de la Valdorba, em 15 de Janeiro de 1916. Vestiu o hábito capuchinho no Convento de Sanguesa em 14 de Agosto de 1932, aí fez a profissão temporária em 15 de Agosto do ano seguinte, a profissão perpétua no Convento de Pamplona em 24 de Abril de 1937 e nessa cidade recebeu também a ordenação sacerdotal em 24 de Março de 1940. Fez os estudos de Filosofia e Teologia nos conventos de Fuenterrabia, Estella e Pamplona, de 1933 a 1940. Ainda muito jovem, apenas com 27 anos de idade e três de sacerdócio, veio para Portugal ajudar os Religiosos que já aqui trabalham na implantação da Ordem. Chegou à nossa Casa do Porto em 1 de Março de 1943. Depois de se deter uns dias nesta Fraternidade, foi destinado para a de Barcelos, onde chegou no dia 8 de Março; no seguinte 10 de Dezembro foi transferido para a Fraternidade do Porto e aí ficou quase cinco anos, até 15 de Setembro de 1948, a dar aulas no Seminário Seráfico e a exercer outras acções de apostolado naquela cidade. Foi então durante algum tempo também Vigário dessa Casa. Nesta última data foi transferido para Barcelos e aí permaneceu dois anos até vir outra vez para o Porto em 15 de Outubro de 1950. De Dezembro de 1951 a Junho de 1952 foi Director do Colégio de Teologia, instalado nessa Fraternidade, e professor dos estudantes. Por motivos familiares — a grave doença de sua mãe — teve de regressar à sua Província de Navarra em 20 de Dezembro de 1953. Após o falecimento da sua progenitora, acabaria por sentir saudades de Portugal e, dois anos depois, em 20 de Dezembro de 1955, voltou outra vez para a nossa companhia. Nessa altura foi colocado na Fraternidade de Barcelos e aí permaneceu até 1959. No triénio de 1959-1963 prestou serviços na Fraternidade de Coimbra e neste último ano foi destinado à de Lisboa com o ofício de capelão do Bairro das Furnas na populosa freguesia de Benfica. Pouco tempo depois foi também nomeado Vigário dessa Fraternidade. Mas em 1965 transitou de novo para a nossa casa de Barcelos e aí ficou até Agosto de 1969. Nessa altura regressou definitivamente à sua Província já com uma aguda surdez e alguns problemas respiratórios. Nos 26 anos que passou entre nós, o Frei Francisco de Olleta deu-nos o melhor da sua vida e da sua generosa colaboração, com a sua calma, a sua espontânea alegria e a sua disponibilidade para servir. Prestou muitos e bons serviços em todas as nossas Fraternidades, sobretudo no campo da iniciação e formação dos nossos jovens à vida capuchinha numa época difícil em que o então Comissariado Geral precisava de muitos braços para se afirmar e expandir. Exerceu alguns cargos de responsabilidade e dedicou-se também a dirigir exercícios espirituais a Sacerdotes e sobretudo a Religiosas. Os últimos quatro anos vividos na Fraternidade de Barcelos estiveram exclusivamente votados à direcção espiritual e ao ministério do confessionário. Gostava muito de ler e escrever. Escreveu e publicou vários artigos sobre temas vocacionais, franciscanos e de formação cristã que se encontram disseminados pelas páginas das nossas revistas “PAZ E BEM” e “BÍBLICA” e pela revista “RÁFAGAS HOSPITALARIAS” da sua Província de Navarra. Faleceu no Convento de Sanguesa em 8 de Agosto de 1988 vitimado por um cancro a que tinha sido operado, sem êxito, quatro meses antes. Contava 72 anos de idade, 55 de vida religiosa e 48 de sacerdócio. |
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