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O Senhor me deu Irmãos

frei Leandro de Málaga (Cristóvão Gonzalez Fernandez)

19 de Julho | Presbítero | 1894-1967

Religioso da Província dos Capuchinhos de Andaluzia nasceu em Málaga em 19 de Novembro de 1894. Vestiu o hábito capuchinho em 29 de Junho de 1914, emitiu a profissão temporária em 30 de Junho do ano seguinte, a profissão perpétua em 7 de Julho de 1918 e recebeu a ordenação sacerdotal em 15 de Março de 1924, com 30 anos de idade.

Atraído pela actividade missionária “ad gentes”, em 1927 foi destinado às missões confiadas à sua Província na República de São Domingos, e nesse país da América Central trabalhou como missionário, durante alguns anos, ao serviço da evangelização.

Depois de voltar a Espanha, aceitou o convite do seu confrade andaluz Frei José de Castro de El Rio, então Comissário Geral, para vir ajudar os Capuchinhos de Portugal. Chegou cá em Maio de 1949 e foi enviado para a Fraternidade de Barcelos onde permaneceu por breve tempo, a fim de estudar e se “familiarizar” com a língua portuguesa. Contava, nessa altura, 55 anos de idade.

Em Junho de 1949 foi nomeado Guardião da Fraternidade do Porto, Director do Seminário Seráfico, professor no mesmo Seminário e no Colégio de Teologia. Mas em 3 de Setembro de 1950 renunciou ao cargo, sendo substituído no serviço de Guardião da Fraternidade pelo Frei Lourenço Torres Lima, o primeiro sacerdote português formado no Comissariado.

Ainda aí continuou como professor dos seminaristas até Novembro de 1951, mas no seguinte mês de Dezembro retirou-se para a nossa pequena Fraternidade de Beja. Ao ter cessado, poucos dias antes, no cargo de Comissário Geral o Frei José de Castro de El Rio, o Frei Leandro pediu então para regressar à sua Província de Andaluzia, o que, de facto, veio a acontecer em princípios de 1952.

Esteve pouco mais de dois anos e meio ao serviço da nossa Província e prestou-nos valiosa colaboração sobretudo na área do processo formativo e educativo dos nossos jovens.

Já na sua Província, o Frei Leandro sentiu de novo o impulso missionário e partiu outra vez para as Missões da República de São Domingos, a fim de trabalhar apostolicamente junto das comunidades eclesiais ali em formação. Mas alguns anos mais tarde, em 1957, acabaria por regressar definitivamente a Espanha.

Apesar da sua inteligência perspicaz e da sua força de carácter, o Frei Leandro costumava dizer com frequência: “Qualquer pessoa pode verificar que não possuo santidade; por mim dou-me conta de que não tenho ciência”. Este juízo que fazia de si mesmo era sincero, mas não exacto. O Frei Leandro era um Capuchinho humilde, simples, afável no trato com toda a gente, que consagrou a sua vida sobretudo à missionação e ao ensino, ao ministério da Palavra e do confessionário, à direcção espiritual e à orientação de retiros a sacerdotes e religiosas. Mas fazia tudo isto sem pretender dar nas vistas ou ser louvaminhado por ninguém.

Faleceu no Convento de Sevilha em 19 de Julho de 1967. Contava 73 anos de idade, 52 de vida religiosa e 43 de sacerdócio.

 

 
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