<%@ Language=VBScript %> Ordem dos Frades Menores Capuchinhos

PAZ e BEM! Bem-vindo à Página dos Frades Missionários Capuchinhos

Página Principal


São Francisco Assis


Espírito de Assis


Porciúncula


Ordem Capuchinhos


Missão em Timor


Onde Vivemos


Espaço Jovem


Música


Apontadores


 
O Senhor me deu Irmãos

frei João Torres Lima (João da Correlhã)

22 de Junho | Religioso | 1920-1986

Era natural da freguesia da Correlhã, concelho de Ponte de Lima, onde nasceu em 13 de Maio de 1920. Arrastado pelo exemplo de seu irmão, Frei Lourenço Torres Lima, e seduzido pelo mesmo ideal evangélico de vida franciscana, aos 26 anos de idade pediu para ser admitido na Ordem Capuchinha. Fez o postulantado e iniciou o seu noviciado na Fraternidade de Barcelos em 13 de Agosto de 1946, com o nome de Frei João da Correlhã. Aí emitiu a profissão temporária no ano seguinte e a profissão perpétua, também em Barcelos, em 21 de Novembro de 1951.

O Frei João viveu quase sempre nas nossas Casas do Porto e Gondomar. Apenas passou três anos na Fraternidade de Lisboa, de 1955 a 1958, como “irmão sócio” do então Comissário Geral, Frei Cornélio de San Felices – um cargo que estava contemplado nas Constituições da Ordem anteriores a 1968. Os restantes anos da sua vida foram repartidos por aquelas duas Fraternidades. Nelas prestou muitos e valiosos serviços, sobretudo com o seu constante e aturado trabalho agrícola no amanho da terra e da vinha, actividade para a qual era dotado de qualidades excepcionais, pois possuía vastos conhecimentos práticos em questões de agronomia.

De “antes quebrar que torcer”, nunca virava a cara às dificuldades. Em determinada altura da sua vida pensou valorizar-se intelectualmente e matriculou-se no Liceu. A sua persistência e indomável força de vontade levou-o a ultrapassar algumas dificuldades e a concluir com êxito o antigo 5º ano liceal, o que, à partida e na sua idade, parecia uma meta inatingível.

Espelho de simplicidade, de desprendimento, de espírito de sacrifício, mas sempre alegre e festivo, o Frei João foi sobretudo um irmão totalmente disponível para ajudar e servir onde fosse preciso. Granjeou a simpatia dos nossos seminaristas, que ao longo dos anos frequentaram o Seminário Seráfico de Gondomar, pela forma afável e o carinho com que lhes transmitia muitos ensinamentos, quando era por eles ajudado nos vários serviços que prestava à Fraternidade.

Deixou-nos também um exemplo magnífico de intensa vida de piedade e oração. Aliás, a fidelidade ao dever de cada dia e uma profunda vida interior foram os pontos fulcrais do seu itinerário franciscano.

Cultivou também um amor apaixonado à sua vocação e à Ordem Capuchinha, alegrando-se com o sucesso dos seus irmãos e sofrendo com as suas contrariedades e reveses.

Agraciado por Deus com o dom de trabalhar, em conformidade com o que o Pai São Francisco recomendava na Regra “trabalhou fiel e devotamente”. E permaneceu fiel à “graça de trabalhar” até ao fim da sua vida na Fraternidade de Gondomar, onde sempre viveu a partir de 1981 e até ao momento em que foi inesperadamente visitado pela “nossa irmã morte corporal”.

Faleceu em 22 de Junho de 1986, vitimado por um enfarte do miocárdio. Contava 66 anos de idade e 39 de vida religiosa. Ficou sepultado no cemitério de São Cosme de Gondomar em jazigo privativo dos Capuchinhos.

 

 
Página Principal | Capuchinhos em Portugal | Contactos | Ficha Técnica | Sugestões

© 2005 Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Portugal)