Religioso da Província dos Capuchinhos de Andaluzia,
nasceu na cidade de Málaga em 9 de Maio de 1901. Vestiu o hábito
capuchinho, no Convento de Sevilha, em 17 de Setembro de 1924. Aí emitiu
a profissão temporária em 20 de Setembro do ano seguinte, a profissão
perpétua, no Convento de Sanlúcar de Barrameda, em 4 de Outubro de 1928
e recebeu a ordenação sacerdotal em Lanjarón, Granada, em 31 de Agosto
de 1932.
Foi destinado para Portugal a fim de procurar casa que
servisse de refúgio aos Religiosos da sua Província nos iminentes
distúrbios provocados pela Guerra Civil espanhola. Felizmente estes
receios não se confirmaram, mas o Frei Pedro passou mesmo a fronteira
portuguesa e chegou a Beja em 21 de Setembro de 1936.
Mandaram-no então para Serpa com o encargo de adaptar a
Seminário Seráfico da nossa Ordem o velho Convento de São Francisco, que
servira de Seminário à diocese de Beja e que os Capuchinhos andaluzes se
comprometeram a comprar ao respectivo Bispo.
Eleito Guardião dessa Casa, deram-lhe como súbditos da
pequena Fraternidade os irmãos Frei Rafael de Alegria e Frei Leandro de
Oscoz, ambos da Província de Navarra. Em 27 de Julho de 1937 o Bispo da
diocese nomeou-o pároco do Salvador (Serpa) e depois a esse ajuntou o
cargo de pároco de Aldeia Nova de São Bento com a anexa de Ficalho. No
serviço paroquial era ajudado por outros Religiosos da Comunidade de
Serpa.
Encarregado de angariar vocações portuguesas para a
nossa Ordem, fez depois uma viagem pelo Norte do país, visitando a nossa
Fraternidade de Barcelos, onde encontrou os Capuchinhos da Província de
Castela. Estava em Coimbra de passagem quando recebeu a notícia de que o
seu novo Provincial o destinara para Sanlúcar de Barrameda em Setembro
de 1937. No seguinte 25 de Outubro atravessou a fronteira e voltou para
Espanha.
Como aconteceu com Religiosos de outras Províncias que,
nos começos, trabalharam em Portugal, o Frei Pedro de Málaga ficou pouco
tempo entre nós, apenas treze escassos meses. Mas deixou bem vincada a
sua passagem através da sua capacidade de organização, da sua generosa
actividade pastoral, do seu espírito religioso e da sua profunda vida de
oração.
Em Andaluzia desempenhou o Cargo de Mestre de noviços e
depois acabou por se dedicar à actividade missionária específica “ad
gentes” nas missões que a sua Província tinha na República Dominicana e
na Guatemala. Ficou aí vários anos e chegou a ser eleito Custódio e
Vice-Provincial em São Domingos (República Dominicana).
Faleceu no Convento de Granada em 16 de Junho de 1986. Contava 85 anos
de idade, 61 de vida religiosa e 54 de sacerdócio.