Religioso da Província dos Capuchinhos de Castela,
nasceu em Polientes, distrito de Santander, em 4 de Dezembro de 1879.
Tinha 19 anos quando vestiu o hábito Capuchinho no convento de Lecaroz,
Navarra, em 17 de Abril de 1898. Aí fez a profissão temporária em 18 de
Abril do ano seguinte, a profissão perpétua, no Convento de El Pardo, em
15 de Agosto de 1902 e recebeu a ordenação sacerdotal em Madrid a 25 de
Abril de 1906.
Três anos depois de ser promovido ao presbiterado, em
meados de 1909, partiu para as Missões da América Latina onde, durante
catorze anos consecutivos, desenvolveu intensa actividade missionária,
primeiro em Cuba e, depois, em Porto Rico e na Venezuela. Até 1922
trabalhou sucessivamente nos centros ou estações missionárias de Utuado,
Maracaibo, Rio Piedras e Bayamo onde abriu um grande e florescente
Colégio para as crianças pobres dessa zona. Em 1923 caiu doente e foi
forçado a interromper este serviço de evangelização, a fim de se
submeter em Espanha a uma intervenção cirúrgica. Recuperada a saúde, foi
então mandado para a Fraternidade de El Pardo como professor do
Seminário e aí continuou até 1928, sendo nessa altura nomeado Director
dos Seminaristas. No triénio de 1931 a 1934 ajuntou a esse cargo o de
Guardião dessa Fraternidade.
Dada a instável situação política que se vivia em
Espanha e também a vontade dos Superiores Maiores de implantar a nossa
Ordem em Portugal, o Frei Alfredo de Polientes foi um dos escolhidos
para ajudar a levar a cabo essa tarefa. Efectivamente, em 22 de Dezembro
de 1934, já com 59 anos de idade, veio para a nossa Província e foi um
dos fundadores da nossa Casa de Barcelos. Foram seus companheiros, nessa
pequena Fraternidade, os falecidos Frei António de Carrocera e Frei
Damião de Villahibiera.
Sempre pertenceu a esta Fraternidade nos anos que esteve
em Portugal. Aí escreveu a Crónica do Convento de Barcelos, de 1934 a
1937, guardada no nosso Arquivo Provincial, a qual muito há-de servir
aos vindouros para pesquisar a história da nossa Ordem em Portugal nesse
período.
Várias vezes foi Vigário da Fraternidade de Barcelos e,
sempre que solicitado, ia de bom grado prestar os seus serviços a Ponte
de Lima e ao Porto onde também tínhamos Casa.
Em 1935 acompanhou o Provincial de Castela, Frei Félix
de Vegamián, numa viagem ao Porto e a Coimbra para sondar se os bispos
dessas cidades estavam dispostos a permitir que nos estabelecêssemos nas
suas dioceses. Mas o rescrito canónico para estas duas fundações só iria
ser dado alguns anos mais tarde.
Durante alguns anos o Frei Alfredo foi capelão do
Hospital da Misericórdia de Barcelos, que nos estava encomendado. Quando
adoeceu gravemente o Frei Domingos de Amedo, deslocou-se imediatamente
ao Hospital de Viana do Castelo onde o assistiu e confortou, pelo espaço
de quinze dias, em Março de 1939.
Passou entre nós quase treze anos e muito nos ajudou em
tempos difíceis e de grande austeridade vividos nos começos da fundação
da Ordem em Portugal. Retirou-se para a sua Província de Castela em 5 de
Agosto de 1947. Foi então colocado no Convento de Vigo mas, pouco
depois, transitou para a Fraternidade de Monteano. Já de idade avançada
e com pouca saúde, enquanto aí esteve viveu completamente isolado do
mundo, até que em 5 de Setembro de 1955 chegou à Fraternidade de Gijón.
Aqui viveu os últimos quatro anos da sua existência.
Fisicamente depauperado por
muitos trabalhos e enfermidades, aí se remeteu a uma vida de completo
silêncio e de muita oração. Passava longas horas no Coro conventual a
recitar orações vocais e em altíssima contemplação. Faleceu em Gijón a 8
de Junho de 1959. Contava quase 80 anos de idade, 61 de vida religiosa e
53 de sacerdócio.