29 de Abril | Presbítero | 1908-1978 Religioso da Província dos Capuchinhos de Castela, nasceu na cidade de Bilbau em 10 de Fevereiro de 1908. Vestiu o hábito capuchinho no noviciado do Convento de Bilbau em 3 de Agosto de 1924. Aí fez a profissão temporária em 9 de Agosto de 1925, a profissão perpétua no Convento de León em 7 de Abril de 1929 e nessa cidade recebeu a ordenação sacerdotal em 10 de Junho de 1933. Nesse mesmo ano foi destinado a El Pardo como professor do Seminário. Os Superiores Maiores da Província de Castela pensavam então seriamente em fundar a Ordem em Portugal e encontrar aqui um lugar mais seguro para eventualmente transferir para cá o seu Seminário Seráfico, uma vez que sobre a Espanha pairava o espectro da Guerra Civil que acabaria por deflagrar em Julho de 1936. Pouco antes disto acontecer, O Frei João José veio para Portugal em 29 de Junho de 1936, com mais seis postulantes espanhóis para irmãos não clérigos. Instalaram-se numa casa alugada, escolhida pelo Provincial de Castela e situada em Valinha, freguesia de Ceivães, concelho de Monção, junto à raia do Minho. Aí continuou uns dez meses, com o Frei Inácio de Vegas como Guardião da Casa, que tinha sido inaugurada em 13 de Junho de 1936. Os alunos do Seminário de El Pardo nunca chegaram a vir para Valinha, porque grande parte dos Capuchinhos que viviam no Convento de El Pardo foram assassinados por beligerantes extremistas em Julho de 1936, logo no princípio da Guerra Civil espanhola. Não tendo podido albergar esses alunos, o Vigário Provincial dos Capuchinhos de Castela decidiu que a Casa se abandonasse e os seus Religiosos e postulantes fossem para a de Barcelos, o que fizeram em 31 de Março de 1937. Em Barcelos, o Frei João José viveu alguns meses. Em 7 de Agosto de 1937, juntamente com o Frei Inácio de Ajánguiz, foi morar na pequenina casa do capelão, situada no quintal do Asilo-Colégio das Franciscanas de Calais, na Rua de São Dinis, ao Carvalhido, casa que foi o princípio da nossa fundação no Porto. Antes de Fevereiro de 1938 retirou-se para a sua Província de Castela, por causa do serviço militar a que estava obrigado em tempo de guerra. Nunca mais voltou a Portugal. Pouco tempo viveu entre nós. Religioso afável e delicado para com todos, gostava de cultivar o silêncio e o escondimento. Mostrou sempre uma grande disponibilidade para servir e ajudar os outros irmãos nas suas tarefas apostólicas. Foi um verdadeiro apóstolo do confessionário onde diariamente atendia os fiéis que o procuravam para celebrar o sacramento da reconciliação e receber a sua orientação espiritual. Na sua Província de Castela exerceu os cargos de Guardião do Convento de Monteano de 1963 a 1966, e de Vigário do mesmo convento de 1960 a 1963 e de 1966 a 1969. Dotado de grande capacidade intelectual para o ensino das ciências físicas e matemáticas, com o seu amor ao estudo converteu-se num especialista autodidacta em áreas como a história, a arte, a literatura e outras ciências humanistas. Faleceu num acidente de viação em Ambrosero (Santander) a 29 de Abril de 1978. Contava 70 anos de idade, 54 de vida religiosa e 45 de sacerdócio. |
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