21 de Fevereiro | Presbítero | 1861-1945 Religioso da Província dos Capuchinhos de Castela, nasceu na localidade espanhola de Campo, província e diocese de Palencia, em 27 de Março de 1861. Aos 24 anos de idade ingressou na Ordem Capuchinha. Iniciou o noviciado em 9 de Setembro de 1885, fez a profissão temporária em 19 de Outubro do ano seguinte e a profissão perpétua em 13 de Junho de 1889. Nesse mesmo ano, a 21 de Setembro recebeu a ordenação sacerdotal, sendo então destinado ao Convento de Bilbau. A sua entrada na Ordem coincidiu com a fundação da Província de Espanha que em 1889 se dividiu nas Províncias de Aragão, Castela e Toledo, e o Frei Gil ficou incorporado na primeira. Mas em 1907 incardinou-se na Província de Castela, quando se facultou aos Religiosos espanhóis escolherem a Província onde quisessem permanecer. Exerceu o ministério sacerdotal sucessivamente nos Conventos de São Martinho de Trevejo (1901), Monteano (1904 e 1907), Vigo (1910), El Pardo (1913, 1916 e 1919), novamente em Vigo (1922 e 1925), Salamanca (1928) e finalmente em El Pardo (1931 e 1934). Veio para Portugal em 1936, juntamente com o Frei Fidelis de San Sebastián, pouco antes de estalar a Guerra Civil espanhola, e em 16 de Maio ficou agregado à Fraternidade de Barcelos. Tinha então a avançada idade de setenta e cinco anos. Aqui sentiu-se muito à vontade, pois, como era profundamente devoto da Santíssima Eucaristia, passava quase todas as manhãs a distribuir a sagrada comunhão aos fiéis que acorriam, a diversas horas, à igreja de Santo António. A sua solicitude pastoral levava-o também, muitas vezes ao dia, a chamar os sacerdotes, com repetidos toques de campainha, para que viessem acolher os penitentes no Sacramento da Confissão. Este seu zelo, que a alguns parecia teimosice, acarretou-lhe algumas incompreensões e reprimendas, que aceitava com exemplar humildade. Mas tudo isto o reconfortava interiormente, porque sentia ânsias de pregar e confessar, o que estava impedido de fazer em virtude de ter sofrido um esgotamento cerebral que o deixou mentalmente muito fragilizado. Era um Religioso austero, observante, penitente e dado à oração. Com frequência passava horas da noite a rezar na igreja e a disciplinar-se. Foi encontrado, muitas vezes, pela noite dentro, na nossa igreja de Santo António a mortificar o corpo com as chamadas disciplinas da penitência, a rezar em voz alta, agarrado ao sacrário, com doces gemidos para com Nosso Senhor. Conta-se até que, certa noite, em Barcelos, gente de fora, ouvindo barulho na igreja, veio avisar à portaria do Convento que devia lá haver ladrões. Afinal, era apenas o bom do Frei Gil que estava enlevado em transportes de amor para com Deus. Irmão abnegado, humilde e piedoso, prestou muitos bons serviços à nossa Província, então Comissariado Geral, e muitos santos exemplos deu ao povo de Barcelos nos nove anos que lá esteve. Por isso, não admira que, ao vê-lo rezar com tanto fervor e ao saber das penitências que fazia, as pessoas o venerassem como um santo. Faleceu em Barcelos em 21 de Fevereiro de 1945. Contava 84 anos de idade, 59 de vida religiosa e quase 50 de sacerdócio. Os seus restos mortais repousam no cemitério Municipal de Barcelos em talhão privativo dos Capuchinhos. |
| www.capuchinhos.org | página anterior |