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Beato Inocêncio de Berzo

28 de Setembro | Presbítero | Memória Facultativa

Hoje, São Francisco, podes ser tu...

Hoje,

S. Francisco,

podes ser

tu!

JOVEM: Se o ideal de vida radical do Beato Inocêncio de Berzo te fascina, estás convidado a experimentá-lo mais de perto numa das nossas Fraternidades.

Se quiseres, envia-nos os teus dados por e-mail. Estamos à tua espera!...

O Beato Inocêncio era filho de Pedro Scalvinoni e de Francisca Poli. Nasceu no dia 19 de Março de 1844 em Nardo, Vale de Canónica, em Bréscia, na Itália. Foi baptizado com o nome de João.

A sua infância ficou marcada pelo sofrimento, ficou orfão de pai, e pela prática da virtude, como aluno do Colégio de Lovere. Foi admitido no Seminário diocesano de Bréscia e foi ordenado sacerdote a 2 de Julho de 1867. Foi nomeado Coadjutor de um pároco, em Cevo, onde se distinguiu pelo desapego das coisas materiais, assiduidade no confessionário, caridade para com os pobres, assistência aos doentes e pregação.

O Bispo chamou-o para Bréscia a fim de desempenhar o cargo de Vice-Reitor do Seminário. Após um ano, voltou para a cura das almas como pároco em Berzo, onde se entregou a uma intensa actividade apostólica, feita de oração, bom exemplo e uma pregação simples e paternal, bem como de uma proximidade pessoal junto de cada um para os levar até Deus. Entretanto, o Senhor chamava-o a uma vida mais perfeita. Depois de uma luta espiritual, pediu para ser capuchinho, quando tinha 30 anos. Em 1874, vestiu o hábito da Ordem, recebendo, nessa altura, o nome de Frei Inocêncio.

Viveu em Albino. Depois, foi para o Convento da Santíssima Anunciata, como Vice-Mestre de noviços. Em 1880, foi-lhe confiada a redacção dos Anais Franciscanos, em Milão. Partiu para Crema, levando, por toda a parte, o brilho da sua santidade. Foi colocado outra vez no Convento da Santíssima Anunciata, onde encontrou aquilo  que o seu espírito desejava: ser santo!

No ermitério do Convento, encontrou forma de se submergir na união com Deus que era própria do seu temperamento, de saciar a sua ânsia de sacrifício, de penitência e vida escondida. O seu ideal era desaparecer e fazer que o esquecessem, o exercício de prolongadas horas de oração e contemplação, o desempenho dos mais humildes serviços do Convento, tais como: pedir esmola de porta em porta com a pregação do bom exemplo e de boas palavras. A beleza da sua alma transparecia em todas estas manifestações.

Pregou exercícios espirituais aos seus irmãos, a quem inundava com a abundância do seu espírito seráfico. Neste ministério da pregação teve de fazer muita violência sobre si mesmo, sobretudo, porque não se considerava capaz de coisa alguma.

Morreu com 46 anos de idade, no dia 3 de Março de 1890, na enfermaria do Convento de Bérgamo, quando estava a pregar um retiro aos seus irmãos. O Senhor chamou a Si o servo bom e fiel que viveu na humildade e na pobreza. Os seus conterrâneos de Berzo reclamaram para si o seu corpo.

Os documentos mais valiosos da sua vida são os seus escritos, especialmente, os seus Diários, onde apresenta uma série de ditos dos Santos com os quais alimentava especialmente o seu espírito. A sua devoção era o Santíssimo Sacramento e a Via-sacra.

Em 1961, no dia 12 de Novembro, o Papa João XXIII inscreveu-o no Catálogo dos Beatos. No discurso da sua beatificação, o Sumo Pontífice disse sobre o nosso irmão: Eis aqui um santo original que exteriormente não faz história, que não tem coisas para se contar, que se move no meio de acontecimentos sem importância, mas que é precisamente um santo moderno, um santo para o nosso tempo; quer porque viveu entre nós, quer porque é um modelo de oração e de austeridade.

ORAÇÃO

Senhor, que destes ao Vosso servo, Beato Inocêncio de Berzo, a graça de imitar fielmente a Cristo pelo caminho da simplicidade e da oração, fazei que também nós, vivendo plenamente a nossa vocação, caminhemos para a santidade perfeita, à imagem de Jesus Cristo, Vosso filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 
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