
Hoje,
S. Francisco,
podes
ser
tu!
JOVEM:
Se o ideal de vida radical dos Beatos Agatângelo e
Cassiano
te fascina, estás convidado a experimentá-lo mais de perto
numa das nossas
Fraternidades.
Se
quiseres, envia-nos os teus dados por
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Estamos à tua espera!... |
BEATO
AGATÂNGELO
O
Beato Agatângelo Noury nasceu na província de Tours, em
França, no dia 31 de Julho de 1598. Conheceu os Capuchinhos,
que tinham chegado, havia pouco tempo, à sua terra natal, onde
o seu pai era presidente do tribunal e ao mesmo tempo
administrador do Convento. Ainda jovem, mostrou ter vocação
religiosa e foi recebido na Ordem dos Capuchinhos. Em 1620, fez
a profissão religiosa. Depois, prosseguiu os estudos de
humanidades, filosofia e teologia e foi ordenado sacerdote.
Nos
seus primeiros anos de sacerdote encontrou-se com o Padre José
Leclerc, famoso conselheiro do Cardeal Richelieu, que tinha
projectado um grande plano de evangelização. Agatângelo foi
escolhido como candidato para a Missão da Síria. Chegou a
Aleppo em 1629. Ali encontrou muçulmanos, gregos-ortodoxos, arménios
e, em número muito reduzido, alguns católicos.
Com obras de
beneficência, encontros familiares e catequese elementar,
conseguiu bom resultado no seu apostolado, combatido, bem
depressa, pela inveja. Passou depois para a missão do Cairo, na
qualidade de Superior. Aqui trabalhou com muita alegria para a
união dos Coptos com a Igreja Católica.
Destinado
pela Providência a abrir o campo missionário a outros, a 27 de
Setembro, a Sagrada Congregação confiou-lhe a responsabilidade
do grupo missionário destinado à Etiópia, composto por mais
três sacerdotes capuchinhos: o beato Cassiano de Nantes, Bento
e Agatângelo de Moriaix. Os quatro missionários dividiram-se
em dois grupos. Agatângelo e Cassiano, quando chegaram à
fronteira da Etiópia, foram descobertos e encarcerados em
Deboroa, com o pretexto de serem espiões e opositores do
imperador e do bispo Abissino Malaro. No processo, dominado pelo
sectarismo religioso e pela perfídia do pseudónimo Pedro Leão,
inimigo declarado de Agatângelo, os dois missionários foram
condenados à morte.
O
governador de Deboroa tinha recebido ordens do imperador da
Etiópia,
instigado pelos súbditos heréticos, de prender os dois
religiosos europeus que tinham chegado do Egipto. Foram levados
à sua presença e acolhidos com insultos. Fê-los encerrar numa
horrível prisão como violadores das ordens do imperador, que
proibia os católicos de entrarem no território Abissínio.
Os
dois humildes filhos de São Francisco não perderam a calma.
Mostraram os documentos do Patriarca Copto de Alexandria. Poucos
dias depois, foram levados para Gondar, de mãos ligadas com
cadeias e unidos à cauda de um cavalo. Em Gondar, foi dura e
penosa a sua prisão. Albuna Macário, fingindo-se amigo do
beato Agatângelo e o luterano, Pedro Leão, que se fizera
hipocritamente monge Copto, junto da corte imperial, forçaram,
com acusações e calúnias, a morte dos pobres e doentes
missionários.
Levados à presença do imperador, foram
examinados na sua fé. O beato Agatângelo respondeu: Estou
pronto a morrer pela fé mas nunca a renegarei. A 7 de
Agosto de 1638, em Gondar, exposto ao escárnio da multidão,
foi suspenso em cordas e apedrejado barbaramente pelo furor da
multidão. Tinha 40 anos de idade. Foi beatificado no dia 1 de
Janeiro de 1905 pelo Papa Pio
X.
BEATO
CASSIANO
O
beato Cassiano Lopes Neto, nasceu em Nantes, ano dia 15
de Janeiro de 1607, no seio de uma família portuguesa. Tinha um
feitio dócil, inclinado às práticas de devoção e um fervor
religioso admirável num jovem. Aos 17 anos foi recebido na
Ordem dos Capuchinhos da Província de Paris. Fez a sua profissão
religiosa em 1624. Concluiu os estudos teológicos em Rennes
onde foi ordenado sacerdote. Aqui passou os primeiros anos do
seu sacerdócio, socorrendo as pessoas atingidas pela peste que
devastou a França em 1631. Pediu para ser enviado para as Missões.
Os Superiores destinaram-no à Missão da Etiópia. No
Cairo,
encontrou-se com o beato Agatângelo e com ele partilhou
preocupações e sofrimentos apostólicos.
Dotado
de um temperamento franco, aberto, muito sensível aos
sofrimentos dos outros, entregou-se ao apostolado, cultivando
sobretudo uma devoção de predilecção a Nossa Senhora a quem
rezava todos os dias o Rosário juntamente com o ofício divino.
Desde
o seu encontro com o beato Agatângelo até à sua heróica
morte, os dois capuchinhos trabalharam juntos no Cairo, durante
três anos, cuidando, especialmente, da conversão dos Coptas.
Estenderam a sua actividade até aos longínquos mosteiros de
Santo Antão Abade e de A. Macário, no Nitra.
Na
Etiópia, a Igreja Católica tinha conseguido um extraordinário
desenvolvimento que culminou na conversão do próprio imperador
através dos missionários jesuítas. A fé de Roma expandiu-se
também sob o governo de Seitan Sagad I. Conseguiram grandes
conversões que foram quase destruídas por Atiè Fassil, cuja
palavra de ordem era: Antes súbditos de Meca dos muçulmanos
do que da Roma dos Católicos. Os dois missionários
decidiram, por isso, levar a sua ajuda a tantos irmãos na fé,
perseguidos por aquele ímpio imperador. Apetrecharam-se com
documentos do Patriarca Copto de Alexandria e, a 23 de Dezembro
de 1637, partiram para a Etiópia.
A
viagem durou três meses. Chegados às fronteiras da Etiópia
foram metidos na prisão pelo Governador de Deboroa. No processo,
os dois missionários católicos foram condenados à morte como
violadores das ordens do imperador, que proibia os católicos de
entrarem na Etiópia.
O
beato Cassiano sofreu o seu martírio, como o beato Agatângelo,
a 7 de Agosto de 1638, com 31 anos de idade. No dia 1 de Janeiro
de 1905 foi beatificado pelo Papa Pio X.
ORAÇÃO
Senhor,
Pai Santo, que destes aos mártires Agatângelo e Cassiano a graça
de combater o bom combate até dar a vida pela fé, concedei que
a sua intercessão nos ajude a suportar todas as adversidades e
a caminhar decididamente para vós, que sois a fonte da
verdadeira vida. Por nosso Senhor. |