
Hoje,
S. Francisco,
podes
ser
tu!
JOVEM:
Se o ideal de vida radical de Santa Verónica Juliani
te fascina, estás convidado a experimentá-lo mais de perto
numa das nossas
Fraternidades.
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quiseres, envia-nos os teus dados por
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Estamos à tua espera!... |
Nascida
numa povoação próxima de Urbino, Verónica foi a última de sete
irmãs, duas das quais morreram quando eram ainda crianças de colo,
três foram clarissas em Mercatello, uma clarissa capuchinha em Città
di Castello, e uma permaneceu no mundo. Ainda ela era criança, e já em
torno dela aconteciam fenómenos prodigiosos a indicar na pequena Verónica
uma extraordinária precocidade na vida espiritual, fruto porventura da
esmerada educação religiosa recebida da mãe, mulher de profundas
convicções cristãs.
Quando a mãe morreu, legou uma herança mística:
as cinco chagas do Senhor, uma para cada filha. A Verónica, que na
altura contava apenas 4 anos, coube-lhe a chaga do lado, a mais próxima
do coração de Jesus.
Aos
17 anos, precisamente quando o mundo a solicitava com os mais ardentes
atractivos, a mais moça das irmãs Juliani abandonou a comodidade do
lar e a condição de vida livre e desafogada para entrar no convento
das clarissas capuchinhas de Città di Castello. Morta e sepultada
para o mundo na pobreza extrema das filhas de Santa Clara, iniciou o
caminho de santificação pelo silêncio e pela humildade, enquanto o
Esposo celestial começava a dar sinais duma excepcional predilecção
por ela. Na sua devoção à Paixão, visualizava e revivia um a um os
sofrimentos do Salvador. A testa apareceu-lhe coberta de sangue
provocado por uma invisível coroa de espinhos; e numa sexta-feira santa
foi trespassada pelas feridas das chagas.
Numa
atitude de compreensível prudência, as autoridades mantiveram a irmã
em total reclusão. Proibiram-na de qualquer contacto com o exterior, e
convidaram-na a obedecer a uma irmã conversa. Consciente das perturbações
místicas da sua penitente, o confessor ordenou-lhe que redigisse um diário
espiritual. Assim, dia após dia, por mais de 30 anos a mística
clarissa narrou minuciosamente naquele diário o seu rosário de
sofrimentos e alegrias, de orações e de desânimos. Essas folhas
soltas, escritas sem a mínima preocupação literária, e que o
confessor lhe proibia que relesse, formaram mais tarde 44 grossos
volumes. Ainda hoje muitas páginas de Santa Verónica Juliani são das
mais belas da literatura mística da Itália. Igualmente interessantes são
os testemunhos a respeito dela e das suas relações com as irmãs.
Toda
a sua vida transcorreu entre a oração e a contemplação, no intuito
de se conformar cada vez mais com Cristo crucificado. Pelo seu amor ao
mistério da Cruz recebeu o dom dos estigmas. No mosteiro exerceu
todos os ofícios. Foi encarregada da cozinha, da despensa, da
rouparia, da enfermaria, da roda, da padaria, e depois dessa roda-viva
foi mestra de noviças durante 33 anos, até à morte, e abadessa
durante 11 anos. Vítima dum ataque de apoplexia, passou desta vida à
pátria celestial a 9 de Junho de 1727, com 67 anos.
Foi
canonizada por Gregório XVI a 26 de Maio de 1839.
ORAÇÃO
Senhor
Deus, que distinguistes a virgem Santa Verónica com os estigmas
da Paixão do vosso divino Filho, dai-nos, por seu exemplo e
intercessão, tornarmo-nos semelhantes a Cristo abraçando
humildes a cruz, para exultarmos um dia na revelação as sua
glória. Por nosso Senhor. |