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Irmãos Felizes

Santa Verónica Juliani

10 de Julho | Virgem | Festa

Hoje, São Francisco, podes ser tu...

Hoje,

S. Francisco,

podes ser

tu!

JOVEM: Se o ideal de vida radical de Santa Verónica Juliani te fascina, estás convidado a experimentá-lo mais de perto numa das nossas Fraternidades.

Se quiseres, envia-nos os teus dados por e-mail. Estamos à tua espera!...

Nascida numa povoação próxima de Urbino, Verónica foi a última de sete irmãs, duas das quais morreram quando eram ainda crianças de colo, três foram clarissas em Mercatello, uma clarissa capuchinha em Città di Castello, e uma permaneceu no mundo. Ainda ela era criança, e já em torno dela aconteciam fenómenos prodigiosos a indicar na pequena Verónica uma extraordinária precocidade na vida espiritual, fruto porventura da esmerada educação religiosa recebida da mãe, mulher de profundas convicções cristãs.

Quando a mãe morreu, legou uma herança mística: as cinco chagas do Senhor, uma para cada filha. A Verónica, que na altura contava apenas 4 anos, coube-lhe a chaga do lado, a mais próxima do coração de Jesus.

Aos 17 anos, precisamente quando o mundo a solicitava com os mais ardentes atractivos, a mais moça das irmãs Juliani abandonou a comodidade do lar e a condição de vida livre e desafogada para entrar no convento das clarissas capuchinhas de Città di Castello. Morta e sepultada para o mundo na pobreza extrema das filhas de Santa Clara, iniciou o caminho de santificação pelo silêncio e pela humildade, enquanto o Esposo celestial começava a dar sinais duma excepcional predilecção por ela. Na sua devoção à Paixão, visualizava e revivia um a um os sofrimentos do Salvador. A testa apareceu-lhe coberta de sangue provocado por uma invisível coroa de espinhos; e numa sexta-feira santa foi trespassada pelas feridas das chagas.

Numa atitude de compreensível prudência, as autoridades mantiveram a irmã em total reclusão. Proibiram-na de qualquer contacto com o exterior, e convidaram-na a obedecer a uma irmã conversa. Consciente das perturbações místicas da sua penitente, o confessor ordenou-lhe que redigisse um diário espiritual. Assim, dia após dia, por mais de 30 anos a mística clarissa narrou minuciosamente naquele diário o seu rosário de sofrimentos e alegrias, de orações e de desânimos. Essas folhas soltas, escritas sem a mínima preocupação literária, e que o confessor lhe proibia que relesse, formaram mais tarde 44 grossos volumes. Ainda hoje muitas páginas de Santa Verónica Juliani são das mais belas da literatura mística da Itália. Igualmente interessantes são os testemunhos a respeito dela e das suas relações com as irmãs.

Toda a sua vida transcorreu entre a oração e a contemplação, no intuito de se conformar cada vez mais com Cristo crucificado. Pelo seu amor ao mistério da Cruz recebeu o dom dos estigmas. No mosteiro exerceu todos os ofícios. Foi encarregada da cozinha, da despensa, da rouparia, da enfermaria, da roda, da padaria, e depois dessa roda-viva foi mestra de noviças durante 33 anos, até à morte, e abadessa durante 11 anos. Vítima dum ataque de apoplexia, passou desta vida à pátria celestial a 9 de Junho de 1727, com 67 anos. Foi canonizada por Gregório XVI a 26 de Maio de 1839.

ORAÇÃO

Senhor Deus, que distinguistes a virgem Santa Verónica com os estigmas da Paixão do vosso divino Filho, dai-nos, por seu exemplo e intercessão, tornarmo-nos semelhantes a Cristo abraçando humildes a cruz, para exultarmos um dia na revelação as sua glória. Por nosso Senhor.

 

 
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