
Hoje,
S. Francisco,
podes
ser
tu!
JOVEM:
Se o ideal de vida radical de São Bernardo de Corleone
te fascina, estás convidado a experimentá-lo mais de perto
numa das nossas
Fraternidades.
Se
quiseres, envia-nos os teus dados por
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Estamos à tua espera!... |
Nasceu
em Corleone, na Sicília, a 6 de Fevereiro de 1605. Na sua
juventude exerceu a profissão de sapateiro. Era de estatura e
aparência corpulenta, temido por todos. Era homem mundano e
sobretudo gostava de armas. Bem depressa e gostosamente abraçou
a carreira militar, mais pela ambição de mandar do que por
amor à disciplina.
Um dia, entre Bernardo e um seu companheiro,
azedaram-se as palavras e das palavras passou-se aos factos. Os
dois lançaram mão às espadas e o duelo foi muito breve.
Bernardo feriu de morte o adversário e pôs-se em fuga deixando
ali estendido um agonizante.
Para escapar à justiça dos homens
refugiou-se numa igreja, recorrendo, assim, ao chamado
"direito de asilo". Evitou desta forma os rigores da lei,
mas não conseguiu subtrair-se à acusação da sua consciência.
Na
solidão e reflexão, pensou longamente no seu crime e em toda a
sua vida errada, inútil e sem sentido, odiada pelas pessoas e
prejudicial para a salvação da sua alma, o dom mais precioso
que o homem tem. Arrependeu-se por isso, pediu o perdão do
Senhor e o perdão dos homens e entregou-se a áspera penitência.
Para
reparar o seu passado, como sinal de penitência, decidiu vestir
o hábito dos Capuchinhos. Deixou Corleone, que a partir daquele
momento, lhe trazia à memória rastos e cenas de sangue. Bateu
à porta do convento de Caltaniessetta, no coração da Sicília,
sendo ali admitido como simples irmão e assim permaneceu
durante toda a sua vida.
Foi
ali, a partir de então, um verdadeiro homem novo que surgiu no
convento de Caltanissetta, um homem resolvido a alcançar uma
perfeição sempre maior, com humildade, obediência,
austeridade. Dormia no chão da sua própria cela, nunca mais de
três horas por noite e multiplicava os seus jejuns. Apesar de
inculto e sem letras, atingiu a mais elevada contemplação,
conheceu os mais profundos mistérios, lia no interior das
consciências, curou muitos doentes, distribuiu consolação e
conselhos, intercedeu com orações que atraíram graças sem
conta do céu. Foi assim durante 35 anos até à morte.
A
oração assídua, a caridade prodigiosa, a devoção filial à
Virgem Imaculada, foram o segredo da sua santidade. Teve sempre
a preocupação de se identificar com o Senhor Crucificado.
Pegou no Evangelho e empenhou-se em vivê-lo integralmente.
Todos os dias da sua vida foram uma subida constante para Deus e
apostolado para levar as almas para o Senhor.
A
12 de Janeiro de 1667, em Castelnovo, junto a Palermo, Jesus
veio chamá-lo para Si. E ele purificado por uma constante penitência
de expiação, sublimado na mais fervorosa das orações, cheio
de alegria, trocou a terra pelo céu. Tinha 62 anos de idade.
Cem
anos depois, a 16 de Maio de 1768, o Papa Clemente XII
proclamava Beato, o Capuchinho Bernardo de Corleone. No
dia 10 de Junho de 2001, em Roma, o Papa João Paulo II
inscreveu o irmão Bernardo de Corleone no Catálogo dos Santos.
ORAÇÃO
Senhor,
que em São Bernardo de Corleone nos destes um modelo
extraordinário de penitência evangélica, concedei-nos, por
sua intercessão, a graça de relativizar tudo o que é temporal
e transitório, para sermos dignos da recompensa eterna. Por
nosso Senhor. |