Diz-se na Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas: «o canto
não se pode considerar mero adorno, extrínseco à oração. Antes,
irrompe das profundezas da alma de quem reza e louva o Senhor,
ao mesmo tempo que manifesta, numa forma plena e perfeita, o
carácter comunitário do culto».
É
próprio do Povo de Deus celebrar a sua caminhada, recorrendo ao
canto, já que este exprime a alegria de ser cristão.
Ao
longo do Ano Litúrgico são diversos os cânticos entoados nas
nossas Igrejas e Comunidades: cânticos de louvor, de súplica, de
intercessão. Também os cânticos Marianos, Franciscanos, Bíblicos
e de Meditação podem ser um precioso auxílio para a nossa
Oração.
Em Novembro
de 2003, referindo-se à Música Sacra, João paulo II afirma:
"hoje
não faltam compositores capazes de oferecer, neste espírito, a
sua contribuição indispensável e a sua colaboração competente
para incrementar o património da música, ao serviço da Liturgia
cada vez mais intensamente vivida. Dirijo-lhes a expressão da
minha confiança, unida à exortação mais cordial, para que se
empenhem com esmero em vista de aumentar o repertório de
composições que sejam dignas da excelência dos mistérios
celebrados e, ao mesmo tempo, aptas para a sensibilidade
hodierna" ( João Paulo II)
O canto
popular, de facto, constitui um "vínculo de unidade, uma
expressão alegre da comunidade orante, promove a proclamação de
uma única fé e dá às grandes assembleias litúrgicas uma
incomparável e recolhida solenidade (João Paulo II)