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No quarto aniversário da publicação da encíclica Laudato Si’, do papa Francisco, dedicada à ecologia integral, a Santa Sé desafiou as dioceses católicas a participarem na iniciativa “Tempo da Criação”, um mês de oração e ação ecuménica em defesa do meio-ambiente, que decorre anualmente de 1 de setembro a 4 de outubro. Não se trata apenas de ações de sensibilização. É um apelo a mudanças concretas nos nossos hábitos de consumo e na forma como percebemos a nossa existência no seio da Criação.

Aproximamo-nos do fim do Ano Missionário e, do que facilmente se pode constatar em muitas das nossas paróquias e comunidades religiosas, foi um ano com pouca ou nenhuma ‘missão’. Talvez, nalguns casos, alguma oração: “Dai-nos muitos e santos missionários”, essa velha ladainha descomprometida que não parece produzir nem ‘muitos’ nem ‘santos’. Não era isso que os bispos portugueses esperavam do Ano Missionário e não é isso que a Igreja espera dos cristãos, quanto ao seu compromisso na proteção do meio-ambiente.

É preciso agir! É urgente agir! E ninguém mais do que os jovens estão sensibilizados para esta questão. Em vez do habitual desfiar de queixumes de que os jovens não rezam, não vão à Missa e não se interessam pela Igreja, percebamos que temos na implementação da Laudato Si’ um desafio comum. Talvez as motivações para agir não sejam exatamente as mesmas, mas, ainda assim, a Ecologia é claramente algo com que os jovens são capazes de se comprometer muito a sério.

Em 2018, Greta Thunberg, natural da Suécia, ativista ambiental desde os 8 anos, subiu ao palco da Cimeira do Clima das Nações Unidas, para dizer aos líderes mundiais que «não são maduros o suficiente» para encarar «o peso das alterações climáticas». As gerações mais velhas já provaram a sua imaturidade na forma como lidam com as alterações climáticas. Pelo contrário, Greta, agora com 16 anos, já inspirou milhares de jovens um pouco por todo o mundo e, em abril deste ano, encontrou-se com o Papa Francisco que a incentivou: «Vai em frente!»

Nas nossas paróquias e comunidades cristãs também é preciso “ir em frente”! As igrejas, casas paroquiais, centros sociais, conventos e seminários são, em geral, edifícios com pouca eficiência energética e os nossos hábitos de consumo contribuem para acentuar a nossa responsabilidade nas mudanças climáticas a que todos assistimos. São muitas as coisas que se podem fazer numa comunidade cristã para diminuir o impacto ambiental das suas atividades; mas, para isso, é preciso contar com Greta Thunberg e a sua geração. Criar grupos Laudato Si’ em todas as paróquias e comunidades seria um bom começo.

 

 

Publicado na revista Bíblica nº 384 (setembro-outubro 2019), pág. 1.


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