Mons. Martinho da Costa Lopes

Hoje celebra-se o centenário do nascimento de Monsenhor Martinho da Costa Lopes. Em 2012, os Missionários Capuchinhos em Laleia, juntamente com os cristãos daquela paróquia, prestaram-lhe uma justa homenagem com a abertura de uma exposição sobre a sua vida e luta pela defesa dos direitos humanos. Recordamos aqui, ainda que brevemente, um pouco da sua vida e obra. 

Salvador Martinho da Costa Lopes nasceu no dia 11 de Novembro de 1918 em Laleia, terra do seu pai, António da Costa Lopes, casado com Isabel da Costa Lopes, de Bucoli. Frequentou o Seminário Menor de Nª Sra. de Fátima, em Soibada, de 1935 a 1938. A 5 de Janeiro de 1939, parte para Macau para estudar no Seminário de Macau. Termina o curso de teologia e regressa a Timor-Leste em 1 de Setembro de 1946. No dia 18 de Abril de 1948 é ordenado sacerdote.

Exerceu vários serviços pastorais e educacionais. Em 1972, é nomeado Chanceler e Procurador-Geral da Diocese de Díli. Também exerceu o cargo de director do jornal Diocesano “A Seara” desde esse mesmo ano. A 3 de Julho de 1975 é nomeado Vigário geral da Diocese de Díli. Quando a 11 de Agosto, do mesmo ano, Timor-Leste vive uma guerra civil, Pe. Martinho vai viver com então bispo, Dom Joaquim Ribeiro.

Durante o tempo da invasão de Timor-Leste pela Indonésia, após 7 de Dezembro de 1975, incansavelmente defende os direitos humanos e denuncia as atrocidades cometidas pelo exército indonésio, principalmente após a sua nomeação como Administrador Apostólico da Diocese de Díli. Fá-lo publicamente na homilia proferida no dia 13 de Outubro de 1982, falando da morte de inocentes, usados como arma de guerra. Após esta homilia, foi chamado ao comando da Intel e perante os generais indonésios disse corajosamente:

«(…) em virtude da missão profética, que me assiste, sinto-me na necessidade imperiosa de denunciar ao mundo inteiro, como fiz esta tarde, o genocídio que se está praticando em Timor para que, ao morrermos, o mundo saiba ao menos que morremos de pé!».

Em 1983, encontra-se, em Mehara, com Xanana Gusmão, na casa do Liurai Miguel dos Santos. No mesmo ano, a 11 de Maio, apresenta a sua resignação como Administrador Apostólico. Vai para o exílio a 17 de Maio, deixando Timor-Leste e partindo para Portugal. Nessa viagem, vai a Roma onde tem uma audiência com João Paulo II. Chega a Portugal a 11 de Junho de 1983. 

De 1983 a 1989, viaja imparavelmente denunciando e apelando à intervenção em Timor-Leste. De destacar a intervenção nas Nações Unidas na Comissão dos direitos humanos. Faleceu a 27 de Fevereiro de 1991, em Portugal. 

“Não temos dinheiro. A nossa força é apenas a razão, a justiça e Deus” (Mons. Martinho, 1986)

Mons. Martinho da Costa Lopes

Mons. Martinho da Costa Lopes

Hoje celebra-se o centenário do nascimento de Monsenhor Martinho da Costa Lopes. Em 2012, os Missionários Capuchinhos em Laleia, juntamente com os cristãos daquela paróquia, prestaram-lhe uma justa homenagem com a abertura de uma exposição sobre a sua vida e luta pela defesa dos direitos humanos. Recordamos aqui, ainda que brevemente, um pouco da sua vida e obra. 

Salvador Martinho da Costa Lopes nasceu no dia 11 de Novembro de 1918 em Laleia, terra do seu pai, António da Costa Lopes, casado com Isabel da Costa Lopes, de Bucoli. Frequentou o Seminário Menor de Nª Sra. de Fátima, em Soibada, de 1935 a 1938. A 5 de Janeiro de 1939, parte para Macau para estudar no Seminário de Macau. Termina o curso de teologia e regressa a Timor-Leste em 1 de Setembro de 1946. No dia 18 de Abril de 1948 é ordenado sacerdote.

Exerceu vários serviços pastorais e educacionais. Em 1972, é nomeado Chanceler e Procurador-Geral da Diocese de Díli. Também exerceu o cargo de director do jornal Diocesano “A Seara” desde esse mesmo ano. A 3 de Julho de 1975 é nomeado Vigário geral da Diocese de Díli. Quando a 11 de Agosto, do mesmo ano, Timor-Leste vive uma guerra civil, Pe. Martinho vai viver com então bispo, Dom Joaquim Ribeiro.

Durante o tempo da invasão de Timor-Leste pela Indonésia, após 7 de Dezembro de 1975, incansavelmente defende os direitos humanos e denuncia as atrocidades cometidas pelo exército indonésio, principalmente após a sua nomeação como Administrador Apostólico da Diocese de Díli. Fá-lo publicamente na homilia proferida no dia 13 de Outubro de 1982, falando da morte de inocentes, usados como arma de guerra. Após esta homilia, foi chamado ao comando da Intel e perante os generais indonésios disse corajosamente:

«(…) em virtude da missão profética, que me assiste, sinto-me na necessidade imperiosa de denunciar ao mundo inteiro, como fiz esta tarde, o genocídio que se está praticando em Timor para que, ao morrermos, o mundo saiba ao menos que morremos de pé!».

Em 1983, encontra-se, em Mehara, com Xanana Gusmão, na casa do Liurai Miguel dos Santos. No mesmo ano, a 11 de Maio, apresenta a sua resignação como Administrador Apostólico. Vai para o exílio a 17 de Maio, deixando Timor-Leste e partindo para Portugal. Nessa viagem, vai a Roma onde tem uma audiência com João Paulo II. Chega a Portugal a 11 de Junho de 1983. 

De 1983 a 1989, viaja imparavelmente denunciando e apelando à intervenção em Timor-Leste. De destacar a intervenção nas Nações Unidas na Comissão dos direitos humanos. Faleceu a 27 de Fevereiro de 1991, em Portugal. 

“Não temos dinheiro. A nossa força é apenas a razão, a justiça e Deus” (Mons. Martinho, 1986)

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