Uma conduta consciente e comprometida na Igreja, de que fazemos parte, assim como a certeza da necessidade de uma participação gratuita e responsável de todos, homens ou mulheres, leigos ou consagrados, no anúncio do Reino de Deus, leva-nos a sentir como nosso o apelo inadiável da evangelização.

«Quando encaramos a participação e colaboração dos leigos e leigas na Missão da Igreja, não se trata de preencher os locais deixados vagos por falta de sacerdotes ou irmãos consagrados; nem de criar simples ajudantes como peça de recurso perante a diversidade de funções a cumprir. Os leigos não são nem o pneu suplente... nem a solução para a crise de vocações consagradas. São parceiros na realização da vocação missionária da Igreja e no despertar das consciências e comunidades para a Missão» (Adélio Torres Neiva in Juan F. G. Ambrosio, A missão dos leigos no mundo de hoje, 2007)

O Programa Missionário «Leigos Capuchinhos em Missão», desenvolvido em Timor-Leste, de 2011 a 2017, foi um instrumento de evangelização concretizado na simplicidade e na alegria, numa vida comungada com os mais pobres, partilhando dos seus problemas e lutando pela sua promoção e libertação integral. Bebeu por isso dos valores e da espiritualidade própria de São Francisco de Assis, nomeadamente o amor ao Evangelho, a fraternidade e a justiça social, o cuidados dos mais necessitados e o serviço dos mais pobres, a simplicidade e a alegria, a beleza e a ecologia, a cultura da paz e o diálogo inter-religioso.

O objectivo geral dos LCM foi implantar no terreno ferramentas de promoção humana e espiritual, através da instalação de projectos nas áreas da saúde, educação e pastoral, desenvolvidas individual e comunitariamente. A pastoral é a área que “dá de beber” às outras duas, de tal forma que todas as acções dos LCM foram assumidas como evangelização efectiva.

Por isso, os projectos foram delineados e desenvolvidos discorrendo sobre a sua sustentabilidade no futuro, permitindo-nos acreditar na sua manutenção activa após 2017, altura em que o projeto deveria ter sido reavaliado.

Os leigos que viveram em Laleia cerca de um ano foram a Celina Fernandes, o Rafael Rito, a Rosa Ribeiro, o Luís Silva e a Sandrina Silva. A Joana Silva, agora irmã Concepcionista, esteve connosco mais de três anos e a Berni Sullivan mais de quatro anos. Outros leigos foram a Laleia trabalhar em projetos específicos por períodos muito curtos mas ainda assim muito significativos para a vida da missão: Olinda Ribeiro, Paulina Ribeiro, Ernestina Falcão, Ana Rodrigues, Pedro Cardoso, Ana Patrícia, Ana Margarida e Andreia Fernandes.

 

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