O Beato André Jacinto nasceu em Fiumicello de Campodarsego (Pádua), em 22 de novembro de 1863. Ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e durante cinco décadas viveu no escondimento do claustro, entregue aos estudos e aos serviços pastorais e fraternos, com grande austeridade e sempre fiel ao espírito evangélico e franciscano.

Em 1904 foi nomeado bispo de Treviso, diocese que governou durante trinta e dois anos. Esforçou-se quanto pôde no ensino do catecismo; com infatigável entusiasmo anunciou a Palavra de Deus; velou pela santificação dos clérigos, sacerdotes, religiosos e leigos. O seu espírito paternal brilhou em tempos nos quais a Primeira Guerra Mundial se estendia pelo mundo. Atingido pela dor, que suportou com paciência, deixou este mundo em 26 de junho de 1936. Foi beatificado por São João Paulo II em 20 de outubro de 2002.

 

Oração

Deus omnipotente, que concedestes ao bem-aventurado André Jacinto, bispo, edificar a Igreja com o anúncio da fé cristã e da caridade pastoral: concedei-nos, por sua intercessão, sermos testemunhas do vosso amor no serviço dos irmãos. Por Nosso Senhor.

 

Hino ao Beato André Jacinto Longhin

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Biografia

André Jacinto Longhin nasceu no dia 22 de Novembro de 1863, na localidade de Fiumicello di Campodarsego, Pádua (Itália) e foi batizado com o nome de Jacinto Bonaventura.

Entrou no Convento dos Capuchinhos em Veneza e vestiu o hábito religioso recebendo o nome de André (1879); depois dos estudos propedêuticos, emitiu os votos da profissão perpétua em 1883, completou os estudos teológicos e foi ordenado Sacerdote em 19 de Junho de 1886.

Foi diretor espiritual e professor no seminário dos Capuchinhos em Údine, em Pádua e em Veneza; examinador sinodal do Patriarcado de Veneza; e Superior da Província Véneta.

No dia 17 de Abril de 1904, foi ordenado Bispo residencial de Treviso, dando imediatamente início à visita pastoral da Diocese. Entre outras coisas, presidiu a uma peregrinação a Lourdes, assistiu os operários na formação do seu sindicato, promulgou o Sínodo diocesano (o que veio a constituir a sua obra-prima pastoral), celebrou o V Congresso Eucarístico diocesano e presidiu ao I Congresso catequético diocesano.

Tendo sido nomeado Arcebispo Titular de Patrasso a 4 de Outubro de 1928, começou a sentir as primeiras manifestações de arteriosclerose e, em 1935, perdeu totalmente a vista, pondo termo à sua dinâmica atividade pastoral. D. André Jacinto Longhin faleceu serenamente, no dia 26 de Junho de 1936 e, nesse mesmo ano, os seus restos mortais foram transferidos do cemitério da cidade, para a Catedral de Treviso onde, em 1964, foi introduzida a sua causa de beatificação.

Depois da declaração das suas virtudes "heróicas", ocorrida em 1998, publicou-se também o Decreto com que se reconhecia o milagre alcançado pela sua intercessão (2000), abrindo definitivamente as portas para a proclamação da sua bem-aventurança celestial.

Foi beatificado pelo papa João Paulo II no dia 20 de Outubro de 2002, Domingo Mundial das Missões.

 

Da homilia do Papa na beatificação

"Chamei-te pelo nome" (Is 45, 4). As palavras com que o profeta Isaías indica a missão confiada por Deus aos seus próprios eleitos exprimem bem a vocação de André Jacinto Longhin, humilde capuchinho que, durante 32 anos, foi Bispo da Diocese de Treviso, no alvorecer no século passado, do século XX. Ele foi um Pastor simples e pobre, humilde e generoso, sempre disponível para com o próximo, segundo a mais autêntica tradição capuchinha.

Chamavam-lhe o Bispo das coisas essenciais. Numa época assinalada por acontecimentos dramáticos e dolorosos, mostrou-se como um pai para os sacerdotes e como um pastor zeloso pelas pessoas, pondo-se sempre ao lado dos seus fiéis, especialmente nos momentos de dificuldade e de perigo. Assim, antecipou aquilo que o Concílio Vaticano II havia de realçar, indicando na evangelização "um dos principais deveres dos Bispos" (Christus Dominus, 12; cf. também Redemptoris missio, 63).

 

A santidade está ao alcance de todos

Das Cartas do Beato André Jacinto Longhin, bispo
(Escritos inéditos 93/V, p. 83: Arch Post Gen OFMCap)

Todos devemos tentar alcançar a santidade de vida cristã e religiosa. Enganados pela ignorância e pela preguiça, julgamos que a santidade não é para nós. Pensamos que consiste em ter êxtases, ou que para adquirir a santidade seria necessário possuir o dom de arrebatamentos, visões, profecias ou milagres; imaginamos que se dá na cruz e que é necessário atormentar-se com grandes jejuns, levar uma vida austera, sofrer disciplinas e cilícios… Perigosa ideia. A santidade dá-se na simplicidade das coisas que estão ao alcance das nossas mãos. A ninguém se manda: chicoteai-vos a vós mesmos, jejujai, arrabatai-vos em êxtase… Não! Ninguém no-lo ordena. Somente se nos diz: Amai a Deus com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças; amai o vosso próximo como a vós mesmos. E nisto se resume toda a perfeição da vida cristã e a verdadeira santidade.

Quem é capaz de afirmar que não pode amar a Deus nesta terra? Convém que cumpras a vontade santa de Deus, manifestada nos mandamentos do decálogo, da Igreja e dos nossos legítimos superiores.

Quem pode dizer: Não me é possível evitar os pecados veniais deliberados, as transgressões contra a caridade, a humildade e a obediência? São Tomás responde a uma irmã que lhe perguntava como poderia chegar a ser santa: «Se queres!» Entendeste, querida Maria? Se queres ser santa, não te faltará ajuda, porque, sustentados pela graça de Deus, podemos tudo.

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