"Ai daqueles que vivem comodamente"

 

LEITURAS:

1ª: Am 6,1a.4-7. Salmo 146/145,7-10. R/ Ó minha alma, louva o Senhor. 2ª: 1 Tm 6,11-16. Evº: Lc 16,19-31. II Semana do Saltério.

 

UMA IDEIA

O profeta Amós, que denunciava a desonestidade dos ricos, proclama agora o seu infortúnio: «Ai daqueles que vivem comodamente... acabará esse bando de voluptuosos» (1ª). Essa é também a perspetiva de Jesus Cristo, ao chamar a atenção para o pobre que jaz à (nossa) porta. Em diálogo com os fariseus, fala de «um homem rico» e de «um pobre, chamado Lázaro» (evangelho). Esta parábola do rico, finalmente condenado, e do pobre, salvo por Deus, é para nós um convite à conversão. Trata-se, desde já, de amar a Deus e aos irmãos, de assumir o «bom combate da fé» (2ª). Converter-se é fazer «justiça aos oprimidos», dar «pão aos que têm fome e a liberdade aos cativos» (salmo). É fazer da própria vida um hino de louvor ao nosso Deus.

 

UM SENTIMENTO

O bem dos que nos são próximos, dos nossos irmãos, também o rico da parábola o deseja. O desafio é vencer a «globalização da indiferença» para colocar os olhos no «outro», desconhecido, pobre, sem-abrigo. Estes é que são o próprio Deus no meio de nós. «Quase sem nos darmos conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe. A cultura do bem-estar anestesia-nos, [...] enquanto todas estas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espetáculo que não nos incomoda de forma alguma» (EG 54).

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