"Tira o pobre da miséria"

 

LEITURAS:

1ª: Am 8,4-7. Salmo 113/112,1-2.4-6.7-8. R/ Louvai o Senhor, que levanta os fracos. 2ª: 1 Tm 2, 1-8. Evº: Lc 16,1-13. I Semana do Saltério.

 

UMA IDEIA

Depois de propor as parábolas da misericórdia, Jesus Cristo volta-se para os discípulos. Agora, explicita o seu pensamento sobre a relação com o dinheiro: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (evangelho). Não podemos ser seus discípulos, se pensarmos apenas no proveito pessoal e nos tornarmos escravos do dinheiro, em detrimento da atenção aos mais pobres. Eis o alerta: «Escutai bem, vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes» (1ª). Deus está sempre ao lado dos desfavorecidos, «levanta do pó o indigente e tira o pobre da miséria» (salmo). Por isso, ser discípulo missionário é ocupar- -se das necessidades dos irmãos, quer através de «preces, orações, súplicas e ações de graças», quer praticando o que «é bom e agradável aos olhos de Deus» (2ª).

 

UM SENTIMENTO

Hoje, continua a ser necessário levantar a voz profética na defesa dos mais pobres, tal como o testemunha o papa Francisco. Entre os desafios do mundo atual está a coragem profética dos cristãos para dizer «não a uma economia da exclusão», «não à nova idolatria do dinheiro», «não a um dinheiro que governa em vez de servir», «não à desigualdade social que gera violência» (cf. Evangelii Gaudium 52-60). O Papa recorda que, «para a Igreja, a opção pelos pobres é mais uma categoria teológica que cultural, sociológica, política ou filosófica. […] Por isso, desejo uma Igreja pobre para os pobres. Estes têm muito para nos ensinar. […] É necessário que todos nos deixemos evangelizar por eles» (EG 198).