"Tudo é vaidade"

 

LEITURAS:

1ª: Co (Ecl) 1,2; 2,21-23. Salmo 90/89,3-6.12-14.17 R/ Senhor, tendes sido o nosso refúgio através das gerações. 2ª: Cl 3,1-5.9-11. Evº: Lc 12,13-21.

 

UMA IDEIA

A Liturgia da Palavra do Décimo Oitavo domingo recorda o essencial: não valorizar o efémero. Diz Jesus Cristo aos que o escutam, ontem e hoje: «A vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens» (evangelho). Palavras de sabedoria, palavras de respeito por cada ser humano. Uma única riqueza é importante: a do amor e da vida que se recebe de Deus para ser partilhada com os outros. Tudo o resto é «vaidade», afirma o sábio do terceiro século antes de Cristo: «vaidade das vaidades: tudo é vaidade» (1ª). Paulo desafia a revestirmo-nos do «homem novo», isto é, a viver segundo o batismo, como ressuscitados: «Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto» (2ª). Peçamos a Deus que nos sacie com a sua bondade, para alcançarmos a «sabedoria do coração» (salmo).

 

UM SENTIMENTO

A Sagrada Escritura não exprime apenas a visão otimista do ser humano, mas também é fiel reflexo, com toda a crueldade, da condição de permanente interrogação e insatisfação que nos envolve. O autor do livro de Coelet, ao examinar os anos vividos, diz com tristeza que é vão todo o esforço humano: «tudo é vaidade» (1ª). Faz-nos bem refletir sobre o sentido da vida, constatar que nem todas as perguntas, em si mesmas, têm resposta! «Há perguntas que devem continuar a ser uma janela aberta. Tal abertura não nos deve conduzir à resignação, mas à contemplação» (Tomáš Ha-lík). Qualquer tentativa de resposta será inútil, se não remeter toda a vida para um horizonte de sentido.

Agenda

Últimas notícias

Mais lidos

  • Semana

  • Mês

  • Todos