“Falar como um Discípulo”

 

LEITURAS:

1ª: Is 50,4-7. Salmo 22/21,8-9.17-18a.19-20.23-24. R/ Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes? 2ª: Fl 2,6-11. Evº: Lc 22,14–23, 56 ou Lc 23,1-49. II Semana do Saltério

 

UMA IDEIA

A nossa caminhada com Jesus Cristo «até Jerusalém» está a chegar ao fim: eis-nos no início da Semana Santa, no Domingo de Ramos, em que celebramos o Servo morto e ressuscitado para nos dar a vida. Nele, reconhecemos Aquele «que vem em nome do Senhor» (evangelho da bênção de ramos), o Servo anunciado pelo profeta (1ª), que exprime toda a sua confiança na força divina (salmo), que assume «a condição de servo» para cumprir o desígnio salvador de Deus (2ª). Nele, no seu sangue, é selada para sempre a Nova Aliança entre Deus e a Humanidade: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue, derramado por vós» (evangelho). Desde então, o sinal da cruz torna-se o sinal da salvação. Abençoar os ramos, erguê-los, é exprimir a nossa fé em Jesus Cristo, o Salvador do mundo.

 

UM SENTIMENTO

O povo bíblico vive da escuta obediente a Deus. A palavra de Deus é criadora. A palavra de Deus é permanente. A palavra de Deus é fecunda; o servo tem como missão usar a «palavra» para dar alento aos abatidos. Não é uma palavra para humilhar ou insultar. É uma palavra para manter a vida e manter a esperança. É a palavra do discípulo missionário: «Falar como um discípulo» (1ª). As atitudes do Servo espelham de forma clara a personalidade de Jesus Cristo. Não admira, por isso, que a Igreja reveja neste Servo o anúncio profético da vida do seu Messias e Salvador. E o cristão é convidado a entrar na escola do Servo para aprender a «falar como um discípulo», a anunciar a alegria do Evangelho no sofrimento.

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