“Cobrindo-o de beijos”

 

LEITURAS:

1ª: Js 5,9a.10-12. Salmo 34/33,2-3.4-5.6-7. R/ Saboreai e vede como o Senhor é bom. 2ª: 2 Cor 5, 17--21. Evº: Lc 15,1-3.11-32. IV Semana do Saltério

 

UMA IDEIA

A Quaresma é o tempo da reconciliação e da alegria. Há parábolas que precisam de mudar de nome! Para valorizar a alegria do Pai misericordioso: «Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos» (evangelho). Deus é assim, como lembra a história bíblica: «Hoje tirei de vós o opróbrio do Egito» (1ª). Acompanha o povo no caminho para a liberdade como Pai misericordioso que cuida dos seus filhos e filhas até ao dia em que têm possibilidade de viver em segurança. «Enaltecei comigo ao Senhor» (salmo), que, em Jesus Cristo, nos reconcilia consigo. Porque «se alguém está em Cristo é uma nova criatura» (2ª). A Quaresma é o tempo privilegiado para regressarmos à casa do Pai e nos deixarmos abraçar pela sua misericórdia.

 

UM SENTIMENTO

Deus é como um pai que, vigilante e de braços abertos, espera sempre o regresso dos seus filhos. «Deus é apresentado sempre cheio de alegria, sobretudo quando perdoa. [...] A misericórdia é apresentada como a força que tudo vence, enche o coração de amor e consola com o perdão. […] A misericórdia é a palavra-chave para indicar o agir de Deus para connosco» (MV 9). Na celebração dominical, há a oportunidade de nos deixarmos abraçar por Deus. Ele repete o gesto: «encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos» (evangelho). Este é o objetivo da conversão: acreditar no amor de Deus por nós e acolher com alegria as suas carícias, a sua inesgotável misericórdia.

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