“A boca fala do que transborda do coração”

 

LEITURAS:

1ª Sir 27, 5-8 (gr. 4-7). Sal 91 (92), 2-3. 13-14. 15-16. 2 1 Cor 15, 54-58. Ev Lc 6, 39-45. IV Semana do Saltério.

UMA IDEIA

A linguagem expressa os nossos sentimentos, o maneira como falamos revela a ‘qualidade’ do nosso coração. Jesus Cristo não tem dúvidas: «O homem bom, do bom uso do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração» (evangelho). O sábio do Antigo Testamento já tinha anunciado uma relação semelhante, também com recurso à imagem da árvore: «O fruto da árvore manifesta a qualidade do campo: assim as palavras do homem revelam os seus sentimentos» (1ª). A partir desta perspetiva podemos acolher a exortação a permanecermos «firmes e inabaláveis, cada vez mais diligentes na obra do Senhor» (2ª). Assim, «o justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro do Líbano» (salmo).

 

UM SENTIMENTO

Ao terminar o dia, avalio o conteúdo das minhas conversas, dou conta das palavras que saíram da minha boca. Há pessoas que desvalorizam o uso de certas expressões, nomeadamente dos chamados «palavrões», tidos como meros desabafos, sem lhes atribuir nenhuma densidade ou maldade. Para os cristãos, não se trata apenas de ter uma boa ou má educação. O Mestre ensina que «a boca fala do que transborda do coração» (evangelho). Não é ao acaso que se diz que a mudança de determinado comportamento pode começar pela mudança do vocabulário. Às ‘portas’ da Quaresma, posso rever e aprofundar o ‘dicionário’ do meu coração!

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