“Amai, fazei bem, abençoai, orai”

 

LEITURAS:

1ª: 1 Sm 26,2.7-9.12-13.22-23. Salmo 103/102,1-2.3-4.8.10.12-13. R/ O Senhor é clemente e cheio de compaixão. 2ª: 1 Cor 15,45-49. Evº: Lc 6,27-38. III Semana do Saltério

 

UMA IDEIA

Ser cristão é amar seja quem for, até ser capaz de envolver nesse amor os inimigos, seguindo o exemplo de Jesus Cristo: «Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam» (evangelho). Deus quer de nós esta santidade nas várias situações da nossa vida. É uma rica tradição que perpassa a Escritura, ainda que em linguagens diferentes. Entre outros, temos o exemplo de David na relação com Saul: «Deus entregou-te hoje nas minhas mãos e eu não quis atentar contra o ungido do Senhor» (1ª). Há duas possibilidades: viver segundo a lógica dos «homens terrenos» ou dos «homens celestes» (2ª). Estes são os que testemunham a misericórdia divina: «O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade» (salmo). Qual é a minha escolha?

 

UM SENTIMENTO

O amor é a base mais sólida da fé cristã. «Com a centralidade do amor, a fé cristã acolheu o núcleo da fé de Israel e, ao mesmo tempo, deu a este núcleo uma nova profundidade e amplitude» (Bento XVI, Carta Encíclica sobre o amor cristão, 1). Sim, há uma simbiose entre Amor e Deus. O padre Tomáš Halík lembra que o amor evangélico «tem muito pouco em comum com a turbulência emocional romântica». E desafia a pensar a existência de Deus precisamente a partir da dinâmica do amor: «Deus acontece onde quer que nós amemos as pessoas, o nosso próximo. Jesus recusa-se a excluir à priori seja quem for da categoria de ‘próximo’, não excluindo sequer os inimigos» (Quero que tu sejas!, Paulinas Editora).

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