Esta tarde, no Vaticano, teve lugar um consistório para a criação de 13 novos cardeais (10 eleitores). Para além do português D. José Tolentino de Mendonça, bibliotecário e arquivista da Santa Sé, também o Capuchinho Dom Fridolin A. Besungu foi feito cardeal pelo Papa Francisco. O arcebispo congolês torna-se, assim, o segundo cardeal Capuchinho a fazer parte do atual colégio cardinalício, depois do arcebispo de Boston, Sean Patrick O'Malley.

Em declarações aos jornalistas, no dia de ontem, D. Fridolin Ambongo Besungu, disse que as principais preocupações na República Democrática do Congo são a epidemia de ébola e a instabilidade política no leste do país africano.

O arcebispo de Kinshasa destacou que a Igreja Católica tem procurado “sensibilizar o povo para adotar novos comportamentos”, lamentando que o clima de insegurança impeça intervenções humanitárias.

“O Governo e a OMS fazem o seu melhor, mas a grande dificuldade no leste são os bandos armados e a insegurança, que não permitem às equipas sanitárias ir a todo o lado”, observou.

A República Democrática do Congo registou 20 novos casos de Ébola, na última semana, elevando para cerca de 3200 o total de infeções desde agosto de 2018.

“O papel da Igreja ao lado dos peritos de saúde é sensibilizar o povo e fazemo-lo. O ébola não é uma doença qualquer, é uma doença que se propaga a partir do contacto do doente; se tivermos um comportamento responsável, podemos facilmente controlar a doença”, destacou o arcebispo Fridolin Ambongo Besungu, que este sábado foi criado cardeal pelo Papa, tornando-se o segundo elemento da República Democrática do Congo no colégio cardinalício.

O responsável católico espera que a participação de várias representações políticas do seu país desperte em todos a “responsabilidade para continuar a apelar uns aos outros, a olhar mais para o interesse do povo mais do que para os interesses privados e egoístas”.

D. Fridolin Ambongo Besungu, religioso capuchinho, disse estar alinhado com as preocupações do Papa Francisco “com o povo, com os mais pequenos, com as periferias”, recordando a sua experiência pessoal como presidente da Comissão Justiça e Paz e da Comissão para os Recursos Humanos do Congo.

Agenda

Mais lidos

  • Semana

  • Mês

  • Todos